Centrais Sindicais apoiam o breque dos Apps deste 25 de julho

“A paralisação dos entregadores de aplicativos provoca um debate relevante na sociedade, que percebe a exploração desses profissionais, provocada pelo […]

Foto: Roberto Parizotti/Fotos Publicas

“A paralisação dos entregadores de aplicativos provoca um debate relevante na sociedade, que percebe a exploração desses profissionais, provocada pelo massacre dos aplicativos”, afirmam seis Centrais Sindicais em nota divulgada nesta sexta-feira (24), véspera da greve dos entregadores dos aplicativos que lideram o movimento que ficou conhecido como Breque dos Apps.

Confira o texto da nota das centrais na íntegra:

A paralisação dos motoboys do dia 25 é muito importante para toda a sociedade

Sindicatos devem mobilizar seus trabalhadores contra a exploração dos aplicativos

Ao se utilizarem das greves como a principal arma para conquistar direitos, os operários conseguiram dar os primeiros passos na luta pela emancipação de toda a classe operária. Isso foi lá na Inglaterra, durante a primeira Revolução Industrial, quando foram criados os primeiros sindicatos. Agora, estamos na quarta Revolução Industrial, a 4.0.

O papel de mobilizar a classe trabalhadora se tornou permanente e estratégico e, agora, é desempenhado pelos motoboys e suas entidades representativas, especialmente os sindicatos. A paralisação dos entregadores de aplicativos provoca um debate relevante na sociedade, que percebe a exploração desses profissionais, provocada pelo massacre dos aplicativos.

Dia 25, os motoboys fazem a terceira paralisação nacional contra as plataformas de aplicativos que atuam de forma predatória, minando a proteção trabalhista e os direitos sociais desses trabalhadores. Os aplicativos permitem um controle total do capital sobre o trabalho, fazendo intermediação com os consumidores, nessa época de trágica crise sanitária, provocada pela covid-19. Os motoboys passaram a ser uma categoria essencial, por causa do isolamento social, sendo obrigados a trabalhar jornadas superiores a 12 horas por dia, recebendo pagamentos aviltantes, colocando sua saúde e de seus familiares em risco.

Os entregadores reivindicam o aumento do valor mínimo para cada quilômetro rodado e por entrega, seguro-saúde, o fim dos bloqueios considerados indevidos e o auxílio ante a ameaça da Covid-19, que já fez mais de 80 mil mortes no País. É fundamental e imprescindível que haja proteção adequada a quem pratica essa atividade. E é também uma forma de preservar os clientes.

A luta dos motoboys representa o protagonismo da classe operária, tão massacrada, especialmente nos governos Temer e Bolsonaro. Que essa luta contribua para valorizar o papel do movimento sindical, a relevância da unidade dos trabalhadores, abra a negociação para achar soluções e que os direitos e a proteção sejam alcançados.

Adilson Araújo, presidente da CTB

Antônio Neto, presidente da CSB  

José Calixto Ramos, presidente da NCST

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT

Sérgio Nobre, presidente da CUT

Fonte: Portal CTB

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