Prisão do guru do clã Bolsonaro nos EUA repercute no Congresso

Para o vice-líder da Oposição, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), “o mundo ficará ‘menos pior’ a partir de agora”.

Jair Bolsonaro e Steve Bannon - Foto: Alan Santos/PR

Steve Bannon, o principal guru da extrema direita no mundo, ex-conselheiro de Donald Trump, e mentor do clã Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), após uma investigação sobre fraudes em arrecadação de recursos eleitorais, segundo anunciou o Departamento de Justiça.

Ele e três associados teriam desviado parte dos recursos arrecadados para uso pessoal. A campanha, “Nós Construímos o Muro”, teria arrecadado mais de US$ 25 milhões ao todo e depois desviado recursos. “Como alegado, os réus fraudaram centenas de milhares de doadores”, disse a procuradora dos Estados Unidos Audrey Strauss.

A prisão de Bannon repercutiu no Parlamento. Para o vice-líder da Oposição, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), “o mundo ficará ‘menos pior’ a partir de agora”.

“Steve Bannon foi o estrategista que chefiou a campanha de Trump nas redes sociais. Transformou o submundo da internet em arma política da extrema direita. O filho de Bolsonaro, antes de 2018, foi buscar consultoria com ele. Sua prisão é um tiro na direita fascista”, afirmou o parlamentar.

O assunto também foi comentado pela vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Hoje é aquele dia que prenderam o guru da extrema direita e do Bolsonaro, o Steve Bannon.  Acusado de fraude. Essa é a galera que esse governo se mistura. Sabe o motivo? Ele teria fraudado recursos para campanha de construção do muro do México. Bem feito”, afirmou.

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