EUA: Cori Bush, ativista de movimento Black Lives Matter, eleita para o Congresso

As eleições nos EUA deste ano também define congressistas e senadores norte americanos. Em ano marcado por intolerância e protestos no país, minorias elegem representantes

Cori Bush é a primeira ativista do movimento "Black Lives Matter" eleita para o Congresso americano | Foto: Reprodução/Instagram

O Congresso Federal dos EUA também é renovado nas eleições deste ano. A democrata Cori Bush é a primeira ativista do movimento ‘Black Lives Matter’ a conquistar uma cadeira no Congresso americano. A nova congressista começou a organizar protestos pela causa negra em 2014, após a morte de Michael Brown em Ferguson. Em um ano marcado por protestos contra o racismo e brutalidade policial, Cori Bush é a primeira mulher negra eleita pelo Estado de Missouri.

A enfermeira e líder comunitária de 44 anos, ex-sem teto, derrotou o candidato republicano Anthony Rogers com ampla vantagem, somando 78,9% dos votos no estado. Em seu perfil no Twitter, Cori Bush reafirmou seu compromisso com a luta pela justiça racial, defendeu saúde para todos e destacou o fato de ser a primeira enfermeira a assumir uma cadeira no Congresso em meio à pandemia de Covid-19.

“Serei a primeira mulher a representar o primeiro distrito do Missouri em seus 173 anos de história. Vimos um aumento de 74% no número de eleitores mulheres aqui desde 2016. A representação é importante. Um sistema que funciona para todos é importante. Sou a primeira enfermeira vinda do Missouri para o Congresso – no meio de uma pandemia. Enfermeiras em todo o país arriscaram suas vidas para salvar outras pessoas. A classe trabalhadora precisa de representantes que se pareçam com eles e que tenham vivenciado suas lutas. Eu sou esse campeã”, escreveu no Twitter.

“Para todos os excluídos, todos os esquecidos, os marginalizados e os afastados empurrados. Este é o nosso momento. Nós nos reunimos para encerrar uma dinastia familiar de 52 anos. É assim que construímos a revolução política”, completou Cori Bush.

“Esquadrão” progressista reeleito

O intitulado “esquadrão” progressistas de mulheres democratas – Alexandria Ocasio-Cortes, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley e Ihlan Omar, renovaram seus assentos no Congresso.

Por meio de sua conta no Twitter, Ocasio-Cortez garantiu que servir ao 14º distrito de Nova York e “lutar pelas famílias da classe trabalhadora tem sido a maior honra, privilégio e responsabilidade de minha vida”.

Por sua vez, para o estado de Minnesota, a deputada democrata Ilhan Omar afirmou que “estamos construindo um movimento que vê minha luta intrinsecamente ligada à sua, e vê um mundo onde todos os trabalhadores podem ser levantados.”

Ao lado de Ilhan Omar, Rashida Tlaib também foi reeleita pelo estado de Michigan. As duas foram as primeiras mulheres muçulmanas a ganhar uma cadeira no Congresso dos Estados Unidos nas eleições de 2016.

No estado de Massachusetts, a quarta integrante do “esquadrão” democrata, Ayanna Pressley, assegurou que “juntos lutamos por nossa humanidade compartilhada. Nos organizamos. Nos mobilizamos. Legislamos nossos valores”. A democrata ainda completou: “Eu acredito em nosso poder. E estamos apenas começando”.

Primeira senadora transgênero

A partir de janeiro de 2021, o senado terá a primeira representante transgênero na história. A democrata Sarah McBride conquistou o assento do primeiro distrito de Delaware com 86% dos votos. McBride, de 30 anos, foi também a primeira estagiária transgênero da Casa Branca, em 2012, durante o mandato de Barack Obama.

No discurso em que lançou sua candidatura, McBride afirmou que não estava concorrendo para fazer história ou manchetes. “Estou concorrendo para fazer a diferença nesta comunidade e representá-la da melhor maneira possível.”

Com informações de Extra e G1

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