Complicada situação de Bolsonaro para 2022

Os dois anos de governo que restam a Bolsonaro, se conseguir cumpri-los, não serão nada promissores.

Os ex-presidentes FHC, Lula e Dilma foram eleitos e reeleitos para a presidência da República com amplo apoio. Bolsonaro que criticou a todos, prometendo uma nova política, para se livrar de um impeachment no início do mandato teve que se entregar ao Centrão.

Na disputa para ver quem abocanhava os cerca de R$ 200 milhões do fundo partidário do seu partido o PSL que elegeu a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, Bolsonaro levou a pior. Teve que sair do partido. Tentou fundar outro, mas não teve sucesso.

Nas eleições municipais recém concluídas , sem partido, como um cão perdido na mudança, na tentativa de se fortalecer para 2022, declarou apoio a vários candidatos. No Rio de Janeiro, sua base principal, agarrou-se a Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e também prefeito. Conseguiu chegar ao 2º turno, mas foi fragorosamente derrotado.

Em São Paulo, declarou apoio à Russomano, líder nas pesquisas. Após o apoio do presidente Russomano despencou e nem chegou ao 2º turno.

Em outras capitais os candidatos escolhidos por Bolsonaro também foram derrotados, com exceção de Tião Bocalom eleito em Rio Branco, capital do Acre.

Bolsonaro apostou forte na eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso, gravando vários vídeos de apoio a coronel Fernanda, também derrotada.

O grande vitorioso nestas eleições, até por ter participado em condições favoráveis devido a força das emendas milionárias arrancadas de Bolsonaro, foram justamente os partidos do Centrão.

Como tem o “apoio” do Centrão, pode-se concluir que Bolsonaro saiu vitorioso? Seria, se o Centrão fosse confiável. Mas logo após o resultado, um dos principais líderes do Centrão, Rodrigo Maia atual presidente da Câmara dos Deoutados, já declarou que os partidos do Centro e aliados, terão uma candidatura para 2022. Quem acompanha seu posicionamento sabe claramente que não será Bolsonaro.

O atual presidente que foi vítima de uma facada na barriga, desta vez provavelmente, segundo costume do Centrão, deverá ser pelas costas.

Os dois anos de governo que restam a Bolsonaro, se conseguir cumpri-los, não serão nada promissores.

Bolsonaro no afã de se eleger a qualquer custo, apelou para todo tipo de artimanhas. Surfando na onda do “combate à corrupção”, promovido pela Lava Jato e pela mídia, que derrubou um governo eleito, em parceria com os arquitetos das fake news que elegeram Trump, com muito dinheiro de grandes empresas como Havan, do agronegócio, dos abutres do mercado, nos esquemas de caixa 2, conseguiu chegar ao Planalto.

Bolsonaro, que vendeu a alma ao diabo, teve que aceitar, indicado pelo chamado mercado, um abutre por nome Paulo Guedes.

No comando da pasta mais importante do governo, que tem a chave do cofre, Paulo Guedes, imediatamente adota a tal política fiscal, que tem como prioridade o pagamento dos juros da dívida, de honrar os compromissos com os credores, bancos e agiotas.

Para garantir os recursos o governo aprovou a toque de caixa a Reforma da Previdência, cortou as verbas da educação, da saúde e direitos sociais. Achando pouco foi entregando nossos mais ricos poços petrolíferos, empresas da Petrobras e outras.

O resultado não poderia ser diferente, senão a falta de recursos para investimentos, desemprego e quebradeira das empresas, principalmente as pequenas e médias.

Com a chegada da pandemia, totalmente desprezada pelo governo, além das mais de 170 mil mortes e milhões de infectados, a situação só se agrava.

As previsões dos mais conceituados institutos, externos e internos, indicam uma queda cantuada do PIB, fechamento de empresas, aumento do desemprego e da pobreza.

Mas nem tudo é tão ruim. Esta eleição mostrou que a maioria dos eleitores já percebem que eleger candidatos demagogos, inexperientes e aloprados, causa graves prejuízos ao povo e ao pais.

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho

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