Comissão de Ética da Presidência abre processo no caso das joias sauditas

Apuração deve mirar a atuação de ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro na pressão para reaver os itens luxuosos apreendidos pela 2021

Foto: Reprodução/ Polícia Federal

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu processo para apurar a conduta de três integrantes da gestão Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas. A decisão foi unânime.

A comissão vai investigar o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, além do ex-secretário da Receita Federal, Júlio Cesar Vieira Gomes, e o ex-chefe adjunto do gabinete de documentação histórica, Marcelo da Silva Vieira.

A função da Comissão de Ética Pública da Presidência é apurar a conduta de servidores do Executivo. O caso está sob a relatoria do presidente da comissão, Edson Leonardo Dalescio Sá Teles.

Agora, o colegiado abrirá um prazo para os investigados se manifestarem e, ao final do processo, os investigados podem sofrer sanção de censura ética, que fica marcado no currículo perante o serviço público. A pena, no entanto, não impede de assumir novos cargos.

A apuração deve mirar a atuação dos ex-integrantes do governo na pressão exercida para reaver os itens luxuosos apreendidos pela Receita em outubro de 2021 no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As joias estavam escondidas na mochila de um assessor de Albuquerque e seriam destinadas à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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