CPMI do INSS pede prisão do ‘Careca do INSS’ e mais 20
Além do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, estão na lista Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS; e Maurício Camisotti, empresário controlador de associações investigadas
Publicado 02/09/2025 15:36 | Editado 03/09/2025 08:18
Por unanimidade, a CPMI do INSS aprovou nesta segunda-feira (1º) os pedidos de prisão preventiva de 21 pessoas denunciadas pelo envolvimento nos descontos ilegais na folha de pagamento dos aposentados e pensionistas.
Estão na lista nomes como o de Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista conhecido como “Careca do INSS”; Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS; e Maurício Camisotti, empresário controlador de associações investigadas.
“A Polícia Federal tem nomes, tem os meios, tem [informações de] como todo o dinheiro foi retirado das contas dos aposentados, e nós não temos ninguém preso até hoje. Nós não temos um bloqueio de bens até o momento. Isso é de uma impunidade vergonhosa no Brasil”, diz o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Leia mais: CPMI aprova convites a ex-ministros e convoca “Careca do INSS”
A base do governo no colegiado apresentou requerimento para que José Carlos Oliveira, ex-diretor do INSS e ministro da Previdência do governo de Jair Bolsonaro, também tenha o pedido de prisão preventiva feito pelo colegiado.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), revelou que a Ambec, principal entidade acusada de fraudar aposentados e pensionistas, foi a associação que mais cresceu exponencialmente em 2021, durante o governo Bolsonaro.
“Em 31 de agosto de 2021, era diretor do INSS José Carlos Oliveira e a Ambec tinha 3 associados, 135 reais de arrecadação. Houve um salto em 2022 para 40 mil associados e a arrecadação pula para 16 milhões de reais”, explica o líder confrontando o advogado Eli Cohen, que depôs na CPMI.
Randolfe afirmou que as fraudes cometidas pela Ambec começaram quando a entidade firmou acordo de cooperação técnica, com o INSS, cujo diretor de benefícios era José Carlos Oliveira.
Na sessão, o senador ressaltou que o governo do presidente Lula tem atuado de diversas formas para combater as fraudes e ressarcir as vítimas.
A Polícia Federal, em conjunto com a CGU, deflagrou operação para investigar as fraudes. Já foram ressarcidos quase 80% dos beneficiários, com a devolução de mais de R$ 1 bilhão.
Além disso, os órgãos conseguiram o bloqueio de mais de R$ 2,5 bilhões em bens e ativos financeiros de associações e pessoas físicas suspeitas.
Confira a lista completa a ser encaminhada ao STF:
1. André Paulo Fidelis;
2. Eric Douglas Fidelis;
3. Cecília Rodrigues Mota;
4. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;
5. Thaisa Hoffmann Jonasson;
6. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira;
7. Alexandre Guimarães;
8. Antônio Carlos Camilo Antunes;
9. Rubens Oliveira Costa;
10. Romeu Carvalho Antunes;
11. Domingos Sávio de Castro;
12. Milton Salvador de Almeida Junior;
13. Adelinon Rodrigues Junior;
14. Alessandro Antônio Stefanutto;
15. Geovani Batista Spiecker;
16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida;
17. Vanderlei Barbosa dos Santos;
18. Jucimar Fonseca da Silva;
19. Philipe Roters Coutinho;
20. Maurício Camissotti;
21. Márcio Alaor de Araújo.
Com informações do PT no Senado