CPMI cancela reunião após Careca do INSS desistir de depor no colegiado

No sábado (13), o ministro do STF André Mendonça decidiu que a presença dele na comissão era facultativa, ou seja, ficava a cargo do depoente comparecer ou não

Careca do INSS. (Foto: Reprodução)

Com aval do Supremo Tribunal Federal (STF), Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, desistiu de depor nesta segunda-feira (15) na CPMI do INSS que investiga as fraudes nos descontos, sem consentimentos, dos aposentados e pensionistas do órgão.

Desse modo, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a reunião.  “O investigado Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, comunicou nesta manhã, por meio de sua defesa, que não comparecerá à comissão”, disse Vianna por meio de nota.

O presidente do colegiado afirmou que os parlamentares perderam a oportunidade de ouvir  um dos principais investigados no escândalo que desviou recursos dos aposentados.

“É lamentável, mas a comissão seguirá trabalhando para que a verdade venha à tona e os culpados sejam responsabilizados”, disse o senador.

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No sábado (13), o ministro do STF André Mendonça decidiu que a presença dele na comissão era facultativa, ou seja, ficava a cargo do depoente comparecer ou não.

O Careca do INSS e o empresário Maurício Camisotti são acusados de operar um esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões que roubou R$ 6,3 bilhões de aposentados.

Eles foram presos na última sexta-feira (12) pela Polícia Federal durante a “Operação Cambota”, que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal.

O Careca do INSS, que fugiu do depoimento na CPMI autorizado pelo ministro André Mendonça, não é qualquer um: ele foi DOADOR da campanha de Bolsonaro. Medo de quê? De explicar como conseguiu abrir a porta para tantas entidades fraudulentas durante o governo Bolsonaro?”, questiona no X o deputado Rogério Correia (PT-MG), integrante do colegiado.

De acordo com o governo, estima-se que desde 24 de julho, quando começaram os pagamentos, o INSS já tenha ressarcido R$ 1,29 bilhão, o que corresponde a cerca de sete em cada dez beneficiários que estão aptos a receber.

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