Ao desafiar o fascismo, jornalistas se tornaram alvos de Israel
Ao atacar indiscriminadamente Gaza e Líbano, governo Netanyahu já matou, pelo menos, 259 profissionais de imprensa
Publicado 07/04/2026 15:28 | Editado 07/04/2026 17:26
O direito de transmitir informações tem sido alvo constante daqueles que têm medo da verdade. A extrema direita israelense, que perpetra um verdadeiro genocídio em Gaza, e agora estende seus tentáculos sobre o Líbano, viola essa prerrogativa ao estabelecer um número elevado de jornalistas mortos com seus ataques.
No dia 7 de abril, comemora-se no Brasil o Dia do Jornalista. Nesta data em que se evidencia a importância desses profissionais para a sociedade, o momento é de reflexão e de solidariedade aos profissionais de imprensa de todo o mundo. Isso porque não bastam os ataques constantes à liberdade de imprensa, muitos jornalistas ainda carregam a preocupação com a insegurança enquanto atuam, principalmente quando a notícia denuncia o avanço imperialista e fascista para subjugar outras nações.
Na última quinta-feira (2), especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas pediram uma investigação internacional para apurar a morte de três jornalistas libaneses em 28 de março, após um ataque de Israel, que alega, sem provas, a participação deles em grupos armados. A informação falsa israelense visa justificar perante o mundo seus atos bárbaros, assim como em outras ocasiões em que profissionais foram mortos sempre sob a alegação de que atuavam contra o regime sionista.
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Segundo os especialistas do Conselho, pelo menos 259 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos por Israel desde 2023, incluindo 210 jornalistas palestinos em Gaza e 14 jornalistas no Líbano. Desse total, evidências apontam que 64 dos assassinados eram alvos diretos.
Em nota conjunta, os especialistas ligados ao Conselho ressaltam que: “jornalistas que exercem suas funções profissionais em conflitos armados são civis e não devem ser alvos ou transformados em objeto de ataque”. Eles também destacam que: “o assassinato deliberado de jornalistas que não participam diretamente das hostilidades constitui uma grave violação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, além de ser um crime de guerra.”
Assim, nessa data de reflexão, em que os conflitos no Oriente Médio avançam, é preciso que a comunidade internacional se una contra a campanha difamatória de Israel contra jornalistas e seus consequentes assassinatos, sempre com vistas ao fim dos conflitos e a paz negociada.