Reservas internacionais sobem a US$ 357 bilhões com Lula
Trajetória é inversa à do país sob Bolsonaro, o único presidente desde 2003 a não elevar as reservas. Lula já aumentou o “colchão de segurança” em quase 10%, mais de US$ 32 bilhões
Publicado 06/10/2025 15:02 | Editado 07/10/2025 13:19
As reservas internacionais são um importante “colchão de segurança” de um país contra crises e, por isso, são entendidas como o seguro do país contra choques no mercado mundial e variações de demanda, assim como garantem a estabilidade cambial. De acordo com o Banco Central (BC) do Brasil, as reservas internacionais do país cresceram US$ 32,2 bilhões nestes três anos do terceiro mandato do presidente Lula, alcançando o montante de US$ 357 bilhões. Os dados estão na Tabela da Série Diária das Reservas e podem ser consultadas no Sistema Gerenciador de Séries Temporais do BC.
O excepcional resultado contraria os abutres do mercado financeiro e da mídia golpista. Esses atores constantemente alardeiam falsas expectativas quanto à falta de credibilidade internacional do governo brasileiro. A aposta em uma fantasiosa derrocada por parte desses agentes, tão elogiosos do governo Javier Milei, na Argentina, mostra, cada vez mais, o comportamento de “torcedor” desses falsos analistas de extrema direita.
Enquanto o Brasil acumula ativos em moeda estrangeira para salvaguardar a nação, mesmo em um momento de atenção com o tarifaço, ainda que este já esteja ficando para trás a partir da manutenção do diálogo entre Lula e Donald Trump, a Argentina se afunda em uma crise acentuada, entre outros motivos, pela falta de reservas internacionais dos hermanos, que padecem com falta de liquidez por décadas.
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Outro ponto a se destacar é que o cenário de reservas brasileiras só se encontra no atual patamar, tão invejado por nossos vizinhos, por conta do esforço do presidente Lula em seus primeiros mandatos em pagar a dívida externa nacional e aumentar as reservas de câmbio.
A herança deixada pelo governo Fernando Henrique Cardoso para Lula era de apenas US$ 16,3 bilhões em reservas internacionais líquidas. No último ano completo do governo Dilma Rousseff, em 2015, as reservas eram de US$ 368,7 bilhões.
Já o governo de Jair Bolsonaro foi o único, desde 2003, em que as reservas não aumentaram. Pelo contrário, ele deixou o governo com um valor 13,4% menor, uma vez que assumiu com US$ 374,7 bilhões e deixou US$ 324,7 bilhões em reservas cambiais.
Portanto, desde que assumiu a sua terceira gestão presidencial, Lula já aumentou em 9,93% o “colchão de segurança” do Brasil.