Relatório do Banco Central mostra alta de 8,8% no investimento direto no país em outubro e fluxo recorde em 12 meses, reforçando confiança externa na economia brasileira
Trajetória é inversa à do país sob Bolsonaro, o único presidente desde 2003 a não elevar as reservas. Lula já aumentou o “colchão de segurança” em quase 10%, mais de US$ 32 bilhões
Com Lula, reservas internacionais já cresceram. Bolsonaro foi o único, desde 2003, que não aumentou reservas, levou à queda de US$ 66 bi.
Nesta quarta (28), ante nova disparada da moeda norte-americana, a instituição voltou a negociar as reservas, em um leilão de US$ 1,042 bilhão.
Nesta quinta (14), o dólar comercial voltou a bater recorde, chegando a R$ 5,96 na máxima do dia. Ontem, a divisa norte-americana fechou cotada a R$ 5,90.
Equipe econômica de Paulo Guedes torra parte das reservas cambiais acumuladas por Lula e Dilma – o equivalente a R$ 317,5 bilhões –, mas não impede a fuga de capitais, nem reduz vulnerabilidade do Brasil. Política de Bolsonaro é um buraco para o desenvolvimento.
No crítico cenário político-econômico atual, vale revisitar uma entrevista de Celso Furtado de 20 anos atrás, quando ele antevia o risco de erosão da soberania e a eventualidade de o Brasil se tornar província de um império.
As reservas internacionais são parte fundamental da redução da vulnerabilidade externa do país e seu uso deve se dar somente visando ao bom funcionamento do mercado cambial brasileiro.
Ressurgiu o debate sobre se seriam excessivas as reservas do Brasil, atualmente em torno de US$ 380 bilhões. Não seria possível dar melhor uso a esses recursos em vez de deixá-los parados, rendendo juros modestos em aplicações no exterior?
Por Paulo Nogueira Batista Jr.*
A venda de reservas internacionais não contribui para o ajuste fiscal e aumenta a vulnerabilidade externa.
Por Paulo Nogueira Batista Jr.
A triste e trágica combinação da profunda crise econômica com o processo eleitoral coloca, de forma inescapável, a necessidade de se discutir o caminho trilhado com a adoção do austericídio e as alternativas de política econômica que se colocam para o próximo mandato.
Por Paulo Kliass*
Márcio Porchman e Nelson Marconi concordam com o uso dos recursos para fomentar a economia, mas por caminhos diferentes.