Trump e Xi Jinping se reúnem na Coréia do Sul em meio a impasse comercial
Trump e Xi Jimping aproveitam cúpula da APEC e se reúnem; temas incluem tarifas, terras raras, segurança, fentanil, Taiwan e TikTok. Mas acordo formal segue incerto
Publicado 29/10/2025 19:16 | Editado 30/10/2025 08:39
Em um cenário de crescente tensão geopolítica e comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se reúnem nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, na cidade portuária de Busan, na Coreia do Sul. Este será o primeiro encontro presencial entre os dois chefes de Estado em seis anos.
Uma reunião estratégica em meio à incerteza
A reunião está marcada para esta quarta-feira (29) as 11h (horário local) — 23h no horário de Brasília — e deve durar entre três e quatro horas, conforme previsão da Casa Branca. O encontro é o ponto alto de uma viagem diplomática de cinco dias de Trump pela Ásia, que incluiu passagens por Japão, Catar e pela cúpula da ASEAN na Malásia.
Segundo fontes diplomáticas, o foco das negociações será a tentativa de estabelecer um “cessar-fogo comercial” e discutir temas estratégicos como o comércio de minerais críticos, especialmente terras raras, além da possível redução de tarifas e compromissos de compra de produtos norte-americanos pela China — como soja e aeronaves da Boeing. Também está em pauta a liberação de chips avançados pelos EUA e o afrouxamento do controle chinês sobre ímãs de terras raras.
Outros temas sensíveis incluem a crise do fentanil, a cooperação em segurança global, e questões envolvendo Taiwan, Ucrânia e a propriedade do aplicativo TikTok, segundo representantes norte-americanos.
Acordo incerto e risco de escalada
Apesar de avanços em uma aproximação preliminar de entendimento, não há expectativa de um acordo formal. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, chegou a afirmar que o encontro pode ser apenas uma “conversa de canto”. A China confirmou oficialmente a reunião apenas na véspera, reforçando o clima de imprevisibilidade.Caso não haja progresso, Trump ameaça elevar as tarifas sobre produtos chineses para até 155% a partir de 1º de novembro, encerrando a trégua comercial vigente. Tal medida teria impacto direto nas cadeias de suprimentos globais, no comércio agrícola e na estabilidade dos mercados financeiros. Agricultores, industriais e investidores acompanham com atenção, enquanto a China reforça sua defesa de um mundo multipolar e de esforços conjuntos para resultados positivos.