Conselho de Segurança da ONU debate hoje agressão dos EUA contra a Venezuela

Reunião foi convocada pela Colômbia com apoio de Rússia e China e ocorre horas antes da primeira audiência de Maduro em Nova York, sob acusações de violação da Carta da ONU

Plenário do Conselho de Segurança da ONU, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Foto: Reprodução

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza nesta segunda-feira (5), a partir das 12h (horário de Brasília), uma reunião extraordinária para tratar da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou no sequestro e na remoção forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A reunião foi convocada pela Colômbia diante das denúncias de violação da Carta da ONU, do direito internacional e da soberania venezuelana. 

O governo de Caracas já formalizou protestos junto ao organismo e aliados como China e Rússia também cobraram explicações de Washington.

A sessão ocorre horas antes da primeira audiência judicial de Maduro e Cilia em uma corte federal de Nova York e deve concentrar críticas à tentativa do governo Donald Trump de transferir para o terreno jurídico uma operação de caráter militar, sem autorização do Conselho de Segurança. O Vermelho acompanha e atualiza.

A convocação apresentada pela Colômbia conta com o respaldo de Rússia e China, ambos membros permanentes do Conselho de Segurança, que já se posicionaram publicamente contra a operação conduzida por Washington. 

Moscou e Pequim classificaram a ação como violação grave do direito internacional e da soberania venezuelana, defenderam a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa e afirmaram que o tema deve ser tratado no âmbito multilateral das Nações Unidas, e não por iniciativas unilaterais de força.

O governo brasileiro também deve participar da sessão, mesmo sem ocupar atualmente um assento no Conselho de Segurança. Segundo o Itamaraty, o Brasil solicitou o direito de se pronunciar na sessão extraordinária, prerrogativa prevista nas regras da ONU para países diretamente interessados no tema. 

A posição a ser apresentada, de acordo com a secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, reflete a declaração divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou a ofensiva dos Estados Unidos como violação do direito internacional e da soberania venezuelana e reafirmou a defesa do multilateralismo e da rejeição ao uso unilateral da força.

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