Conselho de Segurança da ONU debate hoje agressão dos EUA contra a Venezuela
Reunião foi convocada pela Colômbia com apoio de Rússia e China e ocorre horas antes da primeira audiência de Maduro em Nova York, sob acusações de violação da Carta da ONU
Publicado 05/01/2026 09:38 | Editado 06/01/2026 09:35
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza nesta segunda-feira (5), a partir das 12h (horário de Brasília), uma reunião extraordinária para tratar da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou no sequestro e na remoção forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A reunião foi convocada pela Colômbia diante das denúncias de violação da Carta da ONU, do direito internacional e da soberania venezuelana.
O governo de Caracas já formalizou protestos junto ao organismo e aliados como China e Rússia também cobraram explicações de Washington.
A sessão ocorre horas antes da primeira audiência judicial de Maduro e Cilia em uma corte federal de Nova York e deve concentrar críticas à tentativa do governo Donald Trump de transferir para o terreno jurídico uma operação de caráter militar, sem autorização do Conselho de Segurança. O Vermelho acompanha e atualiza.
A convocação apresentada pela Colômbia conta com o respaldo de Rússia e China, ambos membros permanentes do Conselho de Segurança, que já se posicionaram publicamente contra a operação conduzida por Washington.
Moscou e Pequim classificaram a ação como violação grave do direito internacional e da soberania venezuelana, defenderam a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa e afirmaram que o tema deve ser tratado no âmbito multilateral das Nações Unidas, e não por iniciativas unilaterais de força.
O governo brasileiro também deve participar da sessão, mesmo sem ocupar atualmente um assento no Conselho de Segurança. Segundo o Itamaraty, o Brasil solicitou o direito de se pronunciar na sessão extraordinária, prerrogativa prevista nas regras da ONU para países diretamente interessados no tema.
A posição a ser apresentada, de acordo com a secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, reflete a declaração divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou a ofensiva dos Estados Unidos como violação do direito internacional e da soberania venezuelana e reafirmou a defesa do multilateralismo e da rejeição ao uso unilateral da força.
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