Lula visita fábrica de medicamentos em Suape e reforça soberania do SUS
Em Pernambuco, presidente acompanha expansão do Aché, com R$ 267 milhões investidos, foco em medicamentos estéreis e redução da dependência externa
Publicado 13/02/2026 18:03 | Editado 14/02/2026 12:21
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta sexta-feira (13) no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, para visitar a fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, que fornece insumos ao Sistema Único de Saúde.
A unidade passa por expansão para produzir medicamentos estéreis líquidos — colírios, corticoides nasais e injetáveis hospitalares — segmento estratégico para o abastecimento da rede pública. A agenda marca a primeira visita administrativa do presidente ao estado neste ano e dialoga com a política de reindustrialização defendida pelo governo federal.
A comitiva reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação Luciana Santos, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, além da governadora Raquel Lyra e do prefeito do Recife João Campos, entre outras autoridades.
Investimento bilionário e capacidade ampliada
Inaugurada em 2019, a planta ocupa terreno de 250 mil metros quadrados. A nova etapa soma 13.565 m² e recebeu R$ 267 milhões, com financiamento de bancos públicos como BNDES e Banco do Nordeste. Desde a implantação, o investimento total supera R$ 1,06 bilhão — 55% com recursos da União.
A previsão é que a ampliação entre em operação em 2026. A nova estrutura poderá produzir até 40 milhões de medicamentos por ano apenas na área de estéreis, com foco majoritário no atendimento hospitalar e no SUS. Em termos globais, a capacidade da unidade pode alcançar até 700 milhões de unidades anuais, ampliando o peso de Pernambuco na cadeia farmacêutica nacional.
Hoje, a fábrica mantém 432 empregos diretos e indiretos. A expansão deve gerar mais 150 postos até 2030, consolidando o polo de Suape como eixo de desenvolvimento industrial no Nordeste.
Redução da dependência externa
A visita ocorre em meio ao esforço do governo para fortalecer a produção nacional de medicamentos e insumos estratégicos. A indústria farmacêutica é vista como setor-chave para reduzir vulnerabilidades evidenciadas durante a pandemia, quando a escassez global de insumos expôs a dependência brasileira do mercado internacional.
Ao conhecer as instalações e posar ao lado de trabalhadores, Lula reforça o discurso de integração entre política industrial e política de saúde pública — eixo também presente no plano Nova Indústria Brasil.
Os medicamentos como corticoides nasais, usados por cerca de 8,5 milhões de pessoas mensalmente, terão produção ampliada, garantindo regularidade no fornecimento e menor pressão sobre custos de importação.