CPI do Crime Organizado pode abrir investigação sobre Banco Master
O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), diz que a comissão iniciará uma nova fase de investigações, classificada por ele como “um passo histórico”
Publicado 24/02/2026 19:44 | Editado 24/02/2026 20:06
A CPI do Crime Organizado vai votar, nesta quarta-feira (25), requerimentos de convocação, convites, quebras de sigilo e pedidos de informações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master.
Desse modo, o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), diz que a comissão iniciará uma nova fase de investigações, classificada por ele como “um passo histórico”.
Contarato afirma que, se aprovados, os requerimentos permitirão aprofundar a apuração sobre “os tentáculos do crime organizado”.
“Como costumo dizer, tentáculos que se infiltram nas estruturas econômicas, financeiras e tecnológicas, corroendo o tecido social e lesando milhões de brasileiros”, afirma.
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Para ele, a investigação das fraudes financeiras do Master possibilita abrir novas linhas de investigação.
“Trata-se de fraudes bilionárias, um rastro de prejuízos que impactou 1,6 milhão de clientes. Aposentados viram ruir suas economias, famílias perderam o que haviam construído com sacrifício, trabalhadores foram deixados sem amparo”, observa.
O senador diz ainda que esses esquemas abusam da confiança para alimentar ambições ilegítimas.
“Alimentam um sistema que rouba não apenas dinheiro, mas a dignidade e a esperança. Não podemos tolerar isso. Não haverá proteção para quem trafega nas sombras”, completa.
Depoimento
Nesta terça-feira (24), senadores ouviram o depoimento de Yana Dumaresq, que representa a Meta na América Latina. A empresa é controladora das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp. Ela foi ouvida sobre o uso de redes sociais pelo crime organizado.
Os parlamentares afirmaram que as empresas têm condições de ampliar a rastreabilidade de conteúdos ilícitos em suas plataformas e de adotar medidas de proteção e reparação a usuários prejudicados, mesmo sem decisão judicial.
Dumaresq informou que a Meta tem investido na modernização e na automação de mecanismos de alerta, além de implementar ações contra conteúdos enganosos, mas não apresentou métricas sobre as denúncias, contas removidas e casos de golpes aplicados por meio das plataformas.
Dados do Anuário de Segurança Pública indicam que 56 milhões de brasileiros são vítimas, a cada 12 meses, de golpes praticados pela internet, com prejuízos que superam R$ 50 bilhões.
*Com informações da Agência Senado e do PT