Produção na China se transforma com tecnologia e participação dos trabalhadores

Desenvolvimento impulsionado pelo socialismo transforma mercado de trabalho e desmente alegações externas sobre o regime de produção chinês

Robôs e um trabalhador em uma fábrica de carros elétricos Zeekr, em Ningbo, China, 31 de março de 2025.

Diferente do que propaga o senso comum ocidental, o mundo do trabalho na China atravessa uma transformação profunda, marcada pela valorização salarial, automação recorde e uma robusta arquitetura sindical. Em um cenário de disputa global, a imagem caricata de “mão de obra barata” ou “trabalho forçado” dá lugar a dados que revelam uma realidade complexa: a massa salarial no PIB saltou de 47% para 53%, e o país hoje lidera a instalação de robôs industriais no mundo, substituindo tarefas penosas por alta tecnologia.

Com a maior densidade sindical do planeta — a ACFTU conta com 257 milhões de membros —, os trabalhadores chineses não são passivos. Protestos e greves pontuais demonstram uma classe que pressiona por direitos e pelo fim de jornadas exaustivas, como o polêmico modelo “996”. Especialistas como Elias Jabbour e Evandro Menezes de Carvalho desconstroem mitos, apontando que o sistema socialista chinês combina planejamento estatal com mecanismos de participação nos lucros e proteção contra o desemprego tecnológico.

Enquanto o Ocidente tenta reduzir o sucesso chinês a supostas violações trabalhistas em regiões específicas, o país consolida um modelo onde o aumento da produtividade é revertido em bem-estar social e soberania nacional. Quer entender como a China redefiniu as relações laborais e como elas se comparam ao Brasil e aos EUA?

Confira a reportagem completa e todos os dados desta análise no portal do PCdoB:

Modernização, renda e proteção aos trabalhadores desmentem a versão de trabalho escravizado na China.