Democracia e liberdade: como preservá-las?

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Estamos novamente diante de uma encruzilhada na nossa curta e tumultuada história. Mais uma vez, a democracia e a liberdade estão ameaçadas.

A ameaça vem dos personagens de sempre: a reacionária classe dominante, como regra a serviço dos Estados Unidos da América. Utilizam, como operadores de campo, gente igualmente reacionária, figuras truculentas, obtusas, muito dos quais negam a própria ciência, o que explica a facilidade com que são manipulados e levados a repetir, acriticamente, as mentiras e barbaridades disseminadas por seus operadores inescrupulosos e criminosos.

Nos últimos dias, diante da passividade do aparelho de estado e da hipotética proteção que recebem do presidente da República, eles se encorajaram e adotaram uma postura abertamente golpista. Já não mais se limitam a erguer cartazes propondo o autogolpe com Bolsonaro no comando e o fechamento dos demais “poderes” – o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) – passaram a provocações abertas, inclusive lançando rojões sobre o STF numa clara alusão ao “bombardeio” que nos seus delírios de delinquência eles desejam que aconteça.

A simples proposta de fechamento dos demais “poderes” já é gravíssima, pois indica o desejo de um governo ditatorial; indica absoluta intolerância com qualquer ideia e pensamento que não seja o deles, embora seja razoável questionar se algum deles “pensa”. Pelo tipo obtuso que caracteriza a maioria deles, é razoável supor que eles apenas repetem, mecanicamente, tal qual os ventríloquos, as baixarias produzidas nos subterrâneos do crime pelo “gabinete do ódio”.

Pouco importa. Eles são igualmente criminosos, facínoras que defendem ditaduras para reduzir não apenas as liberdades individuais e a democracia. O que eles querem mesmo é eliminar todo e qualquer direito social, como salário mínimo, SUS, carga horária de trabalho, férias, etc. O ataque e a democracia e a liberdade é apenas a máscara que encobre seus sórdidos objetivos: aumentar, ainda mais, a concentração de rendas no país; aprofundar a dependência colonial com os Estados Unidos da América; entregar nossas empresas e nossas riquezas naturais aos seus patrões americanos, a quem servem como vira-latas.

Que medidas devemos tomar?

Em primeiro lugar, repúdio ao golpe. Nessas horas de trevas, onde a democracia está sob ataque permanente os quais têm sido endossados pelo presidente, cabe, aos que amam esse país, a democracia e a liberdade, se unirem em defesa da nação ameaçada, independentemente de suas convicções ideológicas.

Cada um que se erguer contra essa cruzada autoritária estará colocando um tijolo nesse muro de contenção contra a estupidez e o servilismo dos capachos americanos. Mas, por outro lado, quem adotar postura passiva precisa ter presente que estará facilitando o avanço dessas hordas golpistas e reacionárias, por mais que essa não seja a sua intenção.

A ciência nos ensina que ninguém engana a todos o tempo todo. Eles já não enganam ninguém.

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho
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