Um soldado afegão disparou e matou um militar pertencente à Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), que ocupa o país comandada pela Otan, Estados Unidos e Reino Unido.
Os massacres de março passado em aldeias do Afeganistão não foram obras de um soldado solitário, mas de vários, assegurou um investigador de polícia durante o julgamento do sargento estadunidense Robert Bales.
O Afeganistão terá eleições presidenciais em 5 de abril de 2014, poucos meses antes do fim da missão da Otan no país, anunciou uma fonte da comissão eleitoral.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, condenou nesta terça-feira, 23, uma operação da Otan que, segundo ele, matou quatro crianças no leste do país. A coalizão afirmou que é possível que isso tenha ocorrido. O ataque aconteceu no distrito de Baraki Barak, na província de Logar, no sábado, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete de Karzai.
O Afeganistão segue no caminho de uma crise política e institucional de caráter devastador, afirmou nesta segunda (8) um documento do escritório, em Cabul, do International Crise Group (ICG).
Nas vésperas da invasão dos Estados Unidos no Afeganistão completar 11 anos, oficiais norte-americanos e da missão da Otan enfrentam incertezas sobre o futuro da operação militar no país. Com uma taxa crescente de militares mortos em atentados terroristas e oficiais afegãos envolvidos nos ataques, autoridades começaram a encarar a possibilidade de acelerar a retirada de 120 mil tropas do território e deixar os problemas consequentes da guerra nas mãos dos afegãos.
O número de soldados norte-americanos mortos durante a ocupação do Afeganistão subiu para dois mil, depois de um ataque promovido supostamente por um membro das forças nacionais de segurança, informou o diário Khaama Press.
Al-Qaida no Waziristão Norte, Al-Qaida na Península Arábica, os Neo-Talibã do Afeganistão e Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) estão acompanhando de bem perto a campanha eleitoral nos EUA.
Por Bahukutumbi Raman*, no Eurasia Review
As últimas tropas norte-americanas remanescentes da operação militar de 2009 deixaram o Afeganistão nesta sexta-feira (21), uma semana antes do que o previsto. À primeira vista, a retirada das forças pode parecer um sinal do fim da ocupação do país, mas dados mostram que os Estados Unidos ainda cravam suas botas no Afeganistão.
O furor no mundo muçulmano disparado pelo trailer do pervertido filme Innocence of Muslims, que levou à morte do embaixador e de três funcionários da embaixada dos EUA na Líbia, foi apenas uma faceta da “hebdomas horribilis”, semana horrível, que os norte-americanos enfrentaram.
Por Najmuddin A Shaikh*
O Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) entregou às autoridades a prisão militar de Bagram, onde estão detidas mais de três mil pessoas.
"Deus nos livre de mordida de cobra, garra de tigre e vingança de afegão" (provérbio afegão)*
Os incidentes "verde [atira] em azul" [1] no Afeganistão serão chamados de "ataques internos" pelos comandantes do Pentágono. É firme decisão de chamar pedra de pedra. Fato é que os afegãos estão cobrando sangue americano nas circunstâncias mais inesperadas, e os soldados dos EUA não têm meios para sabem quem é "afegão do bem" e quem não é.
Por MK Bhadrakumar**, no Indian Punchline