Morreram 63 soldados norte-americanos, mais que as 60 baixas de junho. Dois ataques com artefatos explosivos vitimaram nesta última quinta-feira (29) mais três militares.
Três soldados americanos morreram esta quinta em dois ataques com artefatos explosivos no sul do Afeganistão, informou a Otan em comunicado.
O Diário da Guerra no Afeganistão é um extraordinário compêndio secreto com mais de 91 mil relatórios que cobrem a ocupação do Afeganistão de 2004 a 2010. Os relatórios descrevem a maioria das ações letais envolvendo os militares que ocupam o país. Eles incluem o número de pessoas declaradas internamente a serem mortas, feridas ou detidas durante cada ação, junto com a localização geográfica precisa de cada evento e as unidades envolvidas e principais sistemas de armas utilizados.
As autoridades dos EUA já sabiam, há semanas, que haviam sofrido uma hemorragia de informações secretas, numa escala que, comparativamente, faz os “Pentagon Papers” parecerem pouca coisa.
O vazamento de documentos confidenciais da ocupação do Afeganistão realizado pelo site WikiLeaks.org criará mais problemas para a camapnha de ocupação dos invasores do Afeganistão.
Nesta segunda-feira (25) ocorreu o que se tem chamado na mídia de "uma das maiores fugas de informação de inteligência militar da História. O site Wikileaks, que se transformou no principal meio para divulgar os excessos militares, repassou uma informação a três meios de comunicação ocidentais — The Guardian (britânico), Der Spiegel (alemão) e The New York Times (Estados Unidos) — que envolve tropas americanas.
É como se houvesse ventos, nas escuras montanhas do Hindu Kush, que empurram nuvens impenetráveis, a encobrir a política e a história reais. Esses ventos tocaram, na 3ª-feira, a reunião internacional sobre o Afeganistão, em Cabul, reunião cujo subtexto foi muito mais interessante que a agenda oficial. De fato, no que tenha a ver com o problema do Afeganistão, quase inevitavelmente o surreal subjuga o real.
Por M K Bhadrakumar, no Asia Times Online
Para o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, os Estados Unidos verão o Afeganistão se transformar em um novo Vietnã, ao comentar os erros que os ocupantes estão cometendo na nação asiática, invadida desde outubro de 2001.
A secretária de Estado dois Estados Unidos, Hillary Clinton, chegou nesta segunda-feira (19) à capital do Afeganistão, Cabul, para reunir o presidente instalado pela ocupação Hamid Karzai e o novo chefe das forças de ocupação do país, o general David Petraeus, para aparar as arestas que existem entre o comando militar e o grupo instalado no poder afegão.
A saída do general Stanley McChrystal do comando das forças norte-americanas no Afeganistão destaca não só o quão atolados em conflitos estão os Estados Unidos, mas também pelas semelhanças surpreendentes entre o Vietnã – agora a segunda maior guerra da história dos EUA – e no Afeganistão.
Por Saul Landau*, no Opera Mundi
Na explosiva entrevista à revista Rolling Stones o general McChrystal dispara em todas as direcções, não poupando sequer Barack Obama, a quem sempre apoiou. Será apenas o desespero pelo desenrolar da guerra no Afeganistão?
Por Tariq Ali*, na London Review of Books
Analistas políticos dos Estados Unidos acreditam que a indicação de David Petraeus como novo comandante das forças americanas no Afeganistão sinaliza uma longa presença militar americana no país.
As forças de ocupação do Afeganistão, lideradas pelos Estados Unidos, iniciaram no último domingo uma grande operação na região de Kandahar, utilizando boa parte dos 30 mil efetivos militares enviados para o país pela administração dos Estados Unidos.