Horst Köhler renunciou nesta segunda-feira (31) à presidência da Alemanha. Motivo: a má repercussão da entrevista que ele deu a uma rádio, ao voltar de uma visita ao Afeganistão ocupado. Köhler tinha declarado que enviar tropas a um país estrangeiro pode ser necessário "para proteger nossos interesses, como, por exemplo, liberar rotas comerciais ou prevenir instabilidades regionais". Ou seja, caiu por dizer a verdade.
Por Bernardo Joffily
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, iniciou nesta quarta-feira (12) uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, na tentativa de diminuir a crescente tensão entre os dois países, agravada pela matança recorde de civis pelos ocupantes americanos no último ano.
A insegurança reinante no Afeganistão forçou nesta terça-feira (27) a ONU a retirar seu pessoal estrangeiro e fechar a sua missão na cidade de Kandahar, sul do país, região de intensos conflitos após o anúncio de uma ofensiva dos Estados Unidos e do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan).
Estudo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, (Unodc) mostra que volume de haxixe é de 1,5 mil a 3,5 mil toneladas por ano no país; canabis em erva é conhecida como maconha e, em resina, é chamada de haxixe.
A agência de notícias Associated Press revelou na última terça-feira (30) novos detalhes sobre um homem, afegão, que morreu em Salt Pit, uma prisão secreta da Agência de Inteligência Central, o órgão de espionagem da administração americana.
Dois soldados ocupantes morreram em consequência de um ataque suicida contra um complexo policial no leste do Afeganistão, confirmou nesta quarta-feira (10) a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), nome fantasia da força de ocupação militar, integrada Estados Unidos e outros membros do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan).
Os deputados do partido Die Linke da Alemanha foram expulsos nesta sexta-feira (26) do parlamento, porque levantaram cartazes contra a ocupação do Afeganistão, após a casa aprovar o envio de mais 850 militares ao país asiático.
Se se comparam a ocupação pelos soviéticos e a ocupação pelos EUA no Afeganistão, duas diferenças enormes saltam à vista. O regime criado pelos EUA é muitas vezes mais fraco que o que a URSS protegia. O apoiado pelos soviéticos tinha genuína base local, por mais que os soviéticos a tenham maltratado, diferentemente da atual simples força de ocupação, o Partido Democrático do Povo do Afeganistão construiu exército e administração capazes de sobreviver à partida dos soldados da URSS.
Por Tariq Ali
O número de soldados dos Estados Unidos mortos no Afeganistão chegou a mil, desde que o país invadiu e iniciou a ocupação do país asiático no dia 7 de outubro de 2001, segundo revelou nesta terça-feira um site americano independente.
Os ocupantes do Afeganistão, capitaneados por Estados Unidos e o Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan), assumiram o assassinato de 27 civis nesta segunda-feira (22) no país asiático, após um ataque aéreo lançado no domingo no sul do país.
O primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, afirmou que as tropas holandesas provavelmente vão deixar o Afeganistão neste ano. A declaração foi feita um dia depois de seu governo entrar em colapso, após um partido da coalizão insistir em que as tropas do país deixem o Afeganistão em agosto, como planejado.
As guerras do Afeganistão e do Iraque seguem tendências distintas, como mostra o gráfico que ilustra este texto. George W. Bush, que iniciou as duas, tinha forte preferência pelo Iraque. Deu errado. Terminou seu governo deixando ambas em banho-maria, exceto no discurso. Barack Obama diz que sairá do Iraque, no ano que vem, mas radicalizará no Afeganistão. Tampouco vai dar certo, como já começa a mostrar a aparatosa Operação Moshtarak.
Por Bernardo Joffily