Começa nesta segunda-feira (11), em Brasília (DF), o “Brics dos Povos”. O evento, que segue até terça-feira (12), reúne representantes de movimentos populares, sindicatos e partidos políticos dos países que formam o Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A data, o local e o nome do evento foram escolhidos para fazer um paralelo à cúpula que reunirá representantes de governos, a qual será realizada dois dias depois, também na capital federal.
O Primeiro Fórum Internacional dos Municípios BRICS foi realizado de 19 a 22 de setembro, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa, no âmbito do projeto de cooperação municipal internacional do BRICS. O evento atraiu a participação dos municípios do BRICS e contou com a presença de representantes do Brasil, Índia, China e República da África do Sul.
O Brasil e o mundo vivem hoje sob uma conjuntura complexa e delicada, recheada de retrocessos e riscos políticos e econômicos – e em muitos aspectos especialmente adversa para a classe trabalhadora e o movimento sindical. Desde o golpe de Estado de 2016, travestido de impeachment, o movimento sindical e o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras são vítimas de uma ofensiva impiedosa contra suas conquistas e direitos liderada pelo Estado.
Por Mário Teixeira (CTB)*
Desde que criou, há 20 anos, o termo Bric, num relatório econômico para o banco Goldman Sachs, o economista britânico Jim O’Neill acompanha de perto o comportamento do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, desde 2011, África do Sul. Os integrantes do bloco – países que, na visão de O’Neill, representariam possíveis grandes potências globais – vão se reunir na semana que vem, antes da cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em Osaka, no Japão.
Na última semana aconteceu em Nova Déli, Índia, um evento organizado pelo BRICS International Forum, organização não governamental que tem por objetivo fomentar a iniciativa de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para além dos seminários e das cúpulas oficiais de governo.
Um resumo diário das principais notícias internacionais
No último dia 10 de dezembro, Michel Temer disse em entrevista à Globonews que se reuniu com lideranças do bloco BRICS na Argentina e tentou “tranquilizá-los” em relação à política externa do futuro governo de Jair Bolsonaro. A conversa fiada de Temer não durou uma semana. Nos últimos dias, vieram à tona opiniões desastrosas do futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, que deram motivos de sobra para que os parceiros do Brasil no BRICS já comecem a pensar no Bloco sem a presença brasileira.
Começa hoje, 30 de novembro, a reunião do G 20 em Buenos Aires, capital da vizinha Argentina. Antes mesmo de começar efetivamente o encontro de cúpula, já se sabe que uma reunião marcada entre Trump e Xi Jinping deve dominar as atenções do evento.
Por Ana Maria Prestes*
O presidente chinês Xi Jinping pronunciou, na quinta-feira(25), durante a Sessão Plenária da Cúpula do BRICS, em Joanesburgo, o discurso em desta a necessidade dos países do grupo trabalharem "por um mundo aberto, inclusivo, limpo e belo que desfrute de paz duradoura, segurança universal e prosperidade comum". Leia íntegra:
Na X Reunião do Cúpula do BRICS, os presidentes da África do Sul e da China defenderam o multilateralismo e alertaram para os efeitos negativos do protecionismo na economia mundial.
Dos novos motores do crescimento mundial até o panorama internacional e o sistema de governança mundial, o presidente chinês Xi Jinping compartilhou na quarta-feira (25), em Joanesburgo, seus pensamentos sobre as mudanças que o mundo testemunhará na próxima década.
Para o pesquisador do Grupo de Estudos sobre o BRICS da Universidade de São Paulo, Diego Amorim Xavier, o BRICS pode ser compreendido, no geral, mais como um espaço político das novas discussões globais do que propriamente como um grupo econômico
Por Rafael Lima