Em Valparaiso, terceira cidade mais populosa do Chile e sede do Congresso Nacional, aposentados deram seus relatos de como é viver sob o modelo de Previdência desejado, para o Brasil, por Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes. A reportagem do ComunicaSul esteve na cidade e, de passagem pelo Clube da Terceira Idade, colheu depoimentos sobre o tema em meio a animados jogos de bingo, dama e dominó.
Por Felipe Bianchi e Leonardo Severo, de Santiago*
O regime de capitalização da Previdência no Chile, desejado pelo governo Bolsonaro, obriga os aposentados a seguirem trabalhando, muitas vezes, até morrer. É o caso de Mario Enrique Cortes, “jubilado” que, aos 80 anos, padeceu de insolação em pleno inverno, como jardineiro, em frente ao Palácio de La Moneda, em 2014.
*Por Felipe Bianchi (Barão de Itararé) e Leonardo Severo (Hora do Povo), de Santiago
“Apesar dos subsídios estatais, 80% das aposentadorias pagas no Chile estão abaixo do salário mínimo e 44% estão abaixo da linha da pobreza. O sistema fracassou e seria uma completa loucura implementá-lo no Brasil”, afirmou Andras Uthoff , consultor do Instituto Igualdad e professor da Universidade do Chile.
Chilenos foram às ruas de Santiago e outras cidades no domingo (31) por "Pensões dignas" e pelo fim da previdência privada (AFP) imposta por Pinochet.
Por Leonardo Wexel Severo, da Hora do Povo
A rede de comunicação colaborativa ComunicaSul, integrada pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé e por diversos meios alternativos, estará no Chile de 8 a 13 de abril para cobrir a greve geral – convocada para o dia 11 – e as manifestações populares contra a capitalização/privatização da Previdência, apontada como modelo pelo governo Bolsonaro.
Os movimentos sociais organizados, entre eles, diversas organizações feministas e de junventude participaram nesta sexta-feira (22), em Santiago, de protesto para rechaçar o encontro que cria o chamado Prosur (Fórum para o progresso da América do Sul), e extingue a União das Nações Sul Americanas (UNASUL).
A rede de comunicação colaborativa ComunicaSul, integrada pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé e por diversos meios alternativos, estará no Chile de 8 a 13 de abril para cobrir a greve geral – convocada para o dia 11 – e as manifestações populares contra a capitalização/privatização da Previdência, apontada como modelo pelo governo Bolsonaro.
“Para receber aposentadoria integral, precisaríamos trabalhar até os 120 anos”, denunciou Amalia Pereira, vice-presidente da CUT-Chile.
Por Leonardo Wexel Severo
Um resumo diário das principais notícias internacionais.
Além do Chile, segundo levantamento da Fundación Sol, apenas outros dez países contam com um sistema previdenciário exclusivamente de capitalização, ou seja, sem nenhuma estrutura de repartição.
Por Matheus Lobo Pismel, no Opera Mundi
Um resumo diário das principais notícias internacionais.
Não é preciso ir tão longe para comprovar as falácias na proposta de reforma de Previdência defendida por Paulo Guedes, o superministro do governo Jair Bolsonaro (PSL). Chile, Colômbia, México e Peru adotaram sistemas de aposentadoria com regimes de capitalização. Em comum, esses quatro países da América Latina têm revisado seus modelos nos últimos anos e, em alguns casos, proposto mudanças na legislação previdenciária.