O Chile inicia outra semana chave na luta do Movimento Cidadão por uma Educação Pública e Gratuita, cujo principal marco será o plebiscito nacional, convocado por diferentes organizações sociais, que será realizado nos dias 7 e 8 de outubro.
Há cinco meses alvo de protestos de estudantes que cobram melhorias na educação, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou na última quinta-feira (29) aumento de 7,2% no orçamento destinado ao ensino para 2012. O ministro da Educação chileno, Felipe Bulnes, acrescentou que manterá a mesa de negociações com os estudantes em busca de um acordo que encerre as manifestações e as paralisações das aulas.
No Chile é urgente uma alternativa de esquerda orientada à necessária transformação da institucionalidade que a ditadura implantou mediante o terrorismo de Estado, destacou hoje aqui a revista Ponto Final.
Milhares de estudantes chilenos promoveram, na manhã desta quinta (29), a 36ª marcha estudantil por um ensino público, gratuito e de qualidade. A mobilização terminou com repressão da polícia, que utilizou gás lacrmogênico contra os jovens. Nesta tarde, os estudantes tinham encontro marcado com o governo para buscar uma solução ao conflito educativo do país, após quase cinco meses de manifestações.
Mais de mil estudantes iniciaram nesta segunda-feira (26) uma marcha em repúdio à determinação do prefeito de Providencia, na região metropolitana de Santiago, Cristian Labbé, de fechar os colégios de sua cidade ocupados pelos estudantes e negar a renovação de matrículas de alunos de outros municípios do país.
O Colégio de Professores do Chile convocou um plebiscito nacional sobre educação para os próximos dias 7 e 8 de outubro como método de medir a vontade popular a respeito do questionado modelo de ensino.
O setor estudantil chileno iniciou nesta quinta (22) uma nova marcha reivindicando uma reforma no sistema de educação do país que reuniu aproximadamente 180 mil pessoas em Santiago do Chile, segundo informaram os organizadores do evento.
O presidente do Senado do Chile, Guido Girardi, da aliança de esquerda Concertación, anunciou que a casa legislativa não tratará dos projetos do Executivo caso não aceite as condições mínimas que os estudantes do país reivindicam para iniciar um diálogo, após cinco meses de greve.
A presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, acusou o governo conservador de Sebastian Piñera de articular uma campanha para desacreditar o Movimento Social que luta pela gratuidade do ensino no país.
O porta-voz dos estudantes secundaristas do Chile, Freddy Fuentes, pediu para que as autoridades especifiquem quem são os 70 mil alunos que, de acordo com uma declaração do presidente Sebastián Piñera, já perderam o ano letivo devido às mobilizações estudantis.
Nesta segunda (19), o presidente do Chile, Sebastián Piñera, declarou que 70 mil estudantes do ensino médio perderão o ano letivo. Esses jovens e os estudantes universitários estão mobilizados desde maio para exigir uma melhor educação pública, gratuita e de qualidade, situação que na maioria dos casos se traduziu na tomada de colégios e universidades e na paralisação das aulas.
O ministro da Defesa chileno, Andrés Allamand, assinalou nesta sexta (16) que pouco a pouco acontecerá o recuo das tropas que participaram do resgate de um avião militar acidentado em 2 de setembro no arquipélago de Juan Fernández com 21 pessoas a bordo.