Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta última sexta-feira (12) no Diário Oficial da União autoriza o repasse de R$ 150 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle da dengue e da febre chikungunya
Neste sábado (6) é o "Dia D de mobilização no combate à dengue", campanha nacional do Ministério da Saúde, que levou agentes às ruas de todo o país para conscientizar as pessoas sobre a importância de tomar cuidados e evitar a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
O município de São Paulo registrou em 2014, até o dia 1º de novembro, 27.721 casos autóctones (contraídos na mesma localidade) de dengue. Do total, 98,6% foram notificados no primeiro semestre. Desde o início do ano, houve registro de 12 óbitos. Aumentou 1.062% em relação ao número de casos, em todo o ano de 2013, e 600% quanto aos óbitos.
Atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) revela que 125 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, 552 estão em alerta e 847 cidades apresentam índice satisfatório.
Os casos de dengue no estado do Rio caíram 97%, quando comparados os dados de janeiro a outubro deste ano com os do mesmo período de 2013 – o que representa a maior queda da doença no país em 2014. De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Alexandre Chieppe, esse é um dos menores índices da série histórica da dengue no estado.
Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (4) indicam que 533 municípios brasileiros estão em situação de alerta para a dengue e 117 correm o risco de registrar uma epidemia da doença.
Nesta terça-feira (4), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, anuncia a campanha nacional de prevenção contra o vírus da dengue e também contra a febre chikungunya, ambos transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti. Historicamente, o pico de surtos de dengue ocorre no primeiro semestre do ano, entre os meses de abril e maio.
A nova vacina contra a dengue, que já passou por todas as fases de estudos e testes, mostrou redução de 95,5% das formas graves da doença, inclusive a do tipo hemorrágica, na etapa de testes no Brasil e na América Latina. Até a primeira semana de outubro pelo menos 377 pessoas morreram em decorrência da dengue no país.
Depois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Mais duas mortes por dengue foram confirmadas nesta semana na capital paulista, totalizando 12 vítimas neste ano, informou a Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento aponta 15.969 casos da doença no município até a 28ª semana epidemiológica. O número é seis vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 2.509 pessoas foram confirmadas com a doença. Em 2013, São Paulo teve 2.617 casos.
Os casos confirmados de dengue na capital paulista chegam a 14.551 desde o início do ano, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde. Em relação à semana passada, houve alta de 6,37% no número de doentes. Não houve novos registros de mortes, assim, o total de óbitos pela doença no município continua em dez pessoas.
O total de casos de dengue confirmados na cidade de São Paulo chegou a 11.392 este ano, de acordo com levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Mais da metade (56,3%) dos casos foi registrada em quatro semanas, entre os dias 23 de março e 19 de abril, período correspondente ao pico da doença. A taxa de incidência da cidade passou para 101,2 casos para cada 100 mil habitantes.