Os casos de dengue, este ano, na capital paulista, mais que triplicaram em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde. Foram 6.005 até a 20ª semana, em 2014, e 1.794 casos no mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2013, foram registrados 2.617 casos da doença.
Em resposta à publicações estrangeiras alertando para o risco de surto de dengue no Brasil durante a Copa do Mundo, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fizeram estudo que aponta que a probabilidade de uma epidemia de dengue é pequena.
Mais três pessoas morreram na capital paulista em decorrência da dengue, informou a Secretaria Municipal de Saúde. As vítimas foram um homem de 68 anos e duas mulheres, de 34 anos e 69 anos, respectivamente. As pessoas moravam nas regiões do Tremembé (zona norte) e do Jaguaré (zona oeste). Com isso, a cidade totaliza quatro mortes por dengue desde o início deste ano.
Campinas, a 100 quilômetros da capital paulista, teve 17.136 notificações de dengue desde o início do ano, informou a Secretaria Municipal de Saúde. No fim de março, o número de casos era 8.236. O município já registrou uma morte por dengue, de uma mulher de 69 anos, e quatro mortes estão sendo investigadas.
Pesquisadores ainda não chegaram a um consenso sobre o aumento do número de casos de dengue na capital paulista neste ano, nem sobre a migração dos focos da doença de municípios que tradicionalmente registravam muitos casos para outros. As hipóteses vão desde mosquitos melhor adaptados para a transmissão do vírus até transporte de ovos nas lonas de caminhões que interligam a capital com regiões epidêmicas.
O número de mortes por dengue caiu 87% no primeiro trimestre de 2014, comparado a igual período de 2013, com redução de 387, no ano passado, para 47 de janeiro a março deste ano, de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Ministério da Saúde.
Técnicos do Ministério da Saúde participam nesta terça-feira (22) e quarta-feira (23) de reuniões em Campinas para avaliar a situação epidemiológica da cidade que já registrou 14 mil casos de dengue tipo 1 só este ano. A reunião foi um pedido da Secretaria de Vigilância Sanitária de Campinas para pedir que o ministério auxilie o município a conter os casos da doença. As reuniões serão fechadas e começam a partir das 10h.
Um aparelho portátil e de baixo custo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), é capaz diagnosticar com precisão os pacientes com o vírus da dengue em apenas 20 minutos, já a partir dos primeiros sintomas. A novidade está sendo possível porque um estudo mostrou alta concentração da proteína NS1, produzida pelo vírus.
A cidade de Campinas, no interior do estado, teve 2.793 notificações de dengue nos três primeiros meses deste ano. A Secretaria de Saúde do município informou que a cidade, com mais de 1 milhão de habitantes, vive uma epidemia da doença. Na última quarta-feira (9), foi confirmada a primeira morte por dengue do município, de uma mulher de 69 anos. Ela morreu no dia 25 de março e era moradora da região sul.
A Operação Carnaval que a Secretaria da Saúde do Estado inicia nesta semana vai diminuir o risco e proteger a população de doenças transmitidas por vetores, como dengue, leishmaniose, raiva e leptospirose em 25 municípios.
As chuvas de verão aumentam o risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue, doença infecciosa que pode levar à morte. Para chamar a atenção sobre o problema, especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgam a iniciativa 10 Minutos Contra a Dengue, criada em 2011, para que as pessoas combatam o foco do Aedes aegypt dentro de casa.
O Ministério da Saúde está financiando um estudo que tem como finalidade indicar as áreas e os públicos prioritários a serem imunizados contra a dengue. O estudo integra as medidas preparatórias para a introdução da vacina contra a doença no Brasil e conta com recursos de R$5,3 milhões.