De 2011 a 2020 foram fechadas 9.579 empresas no país.
Objetivo da montadora é “o aumento dos lucros com diminuição exponencial na utilização da força de trabalho”, diz Marcelo Toledo, da Fitmetal
O reflexo imediato da queda do emprego industrial é o avanço da informalidade e da precarização nas relações de trabalho
“Essa loucura de incorporar a ideologia neoliberal faz com que as próprias elites brasileiras trabalhem, de uma certa maneira, contra os interesses nacionais e, no limite, contra seus próprios interesses”, afirma Paulo Kliass, em entrevista ao Extra Classe.
De acordo com o instituto, oito dos dez meses cobertos por estatísticas do IBGE ficaram no vermelho.
Em setembro, houve queda de 0,4% na produção industrial em relação a agosto. É o quarto resultado negativo seguido, período no qual acumula perda de 2,6%.
Para Clemente Ganz Lúcio, desemprego, informalidade e precarização permanecerão em 2022.
Fim do ciclo político da Nova República instituído pelo golpe de 2016 refletiu o esgotamento da política enquanto gestão democrática, rapidamente dominada pela versão da política como negócio rentável
Em cinco anos, Brasil perdeu 36 mil fábricas e passou a participar com meros 1,19% na produção global
Ruína da antiga sociedade industrial foi acompanhada pelo desmonte de suas principais classes sociais: a e a classe trabalhadora da manufatura.
Entre 2000 e 2020, participação de manufaturados, máquinas e equipamentos na pauta de exportações caiu de 48% para 19%. Paralelamente, bens primários ampliaram presença, de 35% para 71%.
O fenômeno, além de temporário, não tem tração isoladamente para alavancar a economia, explica o economista Marco Rocha, da Unicamp.