Podemos dar-nos conta da fragilidade invisível da recuperação quando os governos começam a fazer propostas inviáveis. Os EUA apresentaram há uns dias a proposta mais surpreendente desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Através de Tim Geithner, secretário do Tesouro, Washington sugeriu um esquema no qual cada país limitaria o volume dos seus excedentes na conta corrente. Até adiantou um limite de 4% do PIB.
Por Alejandro Nadal, no Informação Alternativa
Em bofetada que se ouviu em todo o planeta, a agência estatal chinesa de avliação de créditos acaba de reduzir a avaliação do crédito dos EUA e questionou os EUA como economia líder do mundo.
Por Eric Margolis, no blog Huffington Post
O mundo foi dominado pelo império mais pela economia e a mentira do que pela força. Obteve o privilégio de imprimir as divisas convertíveis ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, monopolizava a arma nuclear, dispunha de quase todo o ouro do mundo e era o único produtor em grande escala de equipamentos produtivos, bens de consumo, alimentos e serviços a nível mundial.
Por Fidel Castro, no Granma
O plano para desdolarizar o mercado do petróleo, discutido em segredo e em público há pelo menos dois anos e amplamente desmentido ontem pelos suspeitos de sempre – a Arábia Saudita, como se esperava, entre os primeiros a desmentir – reflete o crescente ressentimento no Oriente Médio, Europa e China contra as décadas de dominação política e econômica pelos EUA.
Por Robert Fisk, para o The Independent
Robert Fisk acendeu o estopim com sua narrativa bombada que aparece na edição de terça do jornal britânico Independent, que se tornou viral durante a noite e se espalhou por todos os cantos da internet empurrando o ouro para U$ 1,026 a onça.
Por Mike Whitney, para o Counterpunch
No movimento de mais profunda mudança financeira da história recente do Oriente Médio, os árabes do Golfo planejam – com China, Rússia, Japão e França – deixar de negociar com dólar nas transações do petróleo, trocando-o por uma cesta de moedas que incluirá o iene japonês e o iuan chinês, o euro, ouro e uma nova moeda unificada planejada para as nações no Conselho de Cooperação do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Catar.
Por Robert Fisk, para o The Independent