A avaliação negativa da gestão Jair Bolsonaro (PSL) disparou de 19% para 39,5% entre fevereiro e agosto. A alta da rejeição – de 20,5 pontos percentuais – é um dos dados mais reveladores da nova pesquisa CNT, encomendada pelo Instituto MDA e divulgada nesta segunda-feira (26). A crise na Amazônia teve impacto direto no resultado. Pela primeira vez no histórico de pesquisas do gênero, o meio ambiente aparece entre as áreas “com o pior desempenho” de um governo federal.
Por André Cintra
A crise instalada no governo Jair Bolsonaro (PSL), com a escalada de críticas da comunidade internacional aos incêndios na Amazônia, provocou uma divisão no Planalto nos últimos dias. O núcleo militar voltou a ganhar força ao conduzir uma mudança de rumos no discurso do presidente. Em contrapartida, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ficou isolado, sem papel relevante no processo de “redução de danos”.
Uma nova estatística desmente o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e revela o caráter predatório de seu governo. A seis dias do final de agosto, a quantidade de incêndios no mês já superou a média histórica dos últimos 21 anos. Segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelados neste domingo (25), foram registrados 25.934 focos de queimadas na Amazônia nos primeiros 25 dias do mês. A média para o mês completo (31 dias) é de 25.853 focos.
O presidente boliviano repeliu as insinuações recentes de Jair Bolsonaro de uma aproximação entre os dois. Ele não quer proximidade com o presidente repudiado mundialmente. Diz que se relaciona com todos os presidentes eleitos do mundo, mas que os caminhos de ambos são radicalmente diferentes: "Há uma diferença ideológica importante entre nós".
Sempre tivemos o maior respeito pelo general Eduardo Villas Bôas. Guardo na memória, durante o tempo em que estive na Escola Superior de Guerra (ESG), a consideração de todos os militares, a começar pelo então comandante daquela instituição, tenente-brigadeiro Masao Kawanami, para com o general Villas Bôas.
Por Carlos Lopes
Dados do próprio governo federal confirmam que houve cortes nos recursos destinados a evitar e combater queimadas na região amazônica, “colocando o Brasil na mira de críticas internacionais por conta da preservação ambiental”, aponta reportagem do jornal O Globo deste sábado (24).
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, através de sua executiva, lança nota em que critica o governo Bolsonaro que suspendeu o edital de projetos para TV pública. Para o Forúm, essa atitude representa, na verdade, "a implementação das ideias conservadoras, lgbtfóbicas e anti-democráticas". A nota trata ainda da tentativa de privatização de importantes estatais de tecnologia.
Manifestações em diversas cidades do Brasil e do mundo deram a largada, nesta sexta-feira (23), para uma expressiva onda internacional de repúdio à política do governo Jair Bolsonaro (PSL) para o meio ambiente. A mobilização para os protestos – já esperada diante dos últimos registros de queimadas e desmatamento na Amazônia brasileira – ganhou mais força com as desastradas e irresponsáveis declarações do presidente após a repercussão do caso.
Os direitos trabalhistas, a Previdência, a Assistência Social, a Saúde e a Educação irão para o vinagre a partir daqui e não pelas mãos da turma do “menino veste azul e menina veste rosa” (que baita distração, hein?).
Por Silvio Almeida*
Sob pressão desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) passou a desautorizá-lo reiteradas vezes em público, Sergio Moro está cercado por rumores de demissão. Aliados já chegaram a lhe sugerir sua saída do governo. Mas, segundo o jornal O Globo, a opinião dominante entre eles é a de que o ministro da Justiça deve aguentar calado as derrotas e forçar Bolsonaro a assumir o desgaste de demitir o ministro mais popular da Esplanada se quiser ver Moro fora do governo.
Um dos obstáculos a impedir uma discussão racional sobre o aumento de queimadas e desmatamento no Brasil está na baixa qualidade da informação – de todos os lados. A Amazônia não é o “pulmão verde” do mundo, por exemplo. Emmanuel Macron, António Guterres, Leonardo DiCaprio e até Cristiano Ronaldo tuitaram esses dias, provavelmente um reproduzindo o outro, ou terceiros, que a floresta amazônica produz 20% do oxigênio do mundo. É uma asneira de proporções bolsonarianas.
Por Marcelo Leite
O estilo agressivo e controverso de Jair Bolsonaro (PSL) – considerado uma das alavancas de sua vitória nas eleições de 2018 – começa a se virar contra o presidente. Até mesmo os brasileiros que ainda o apoiam revelam desgosto com o “excesso de propostas polêmicas e caneladas verbais”. É o que aponta um levantamento do Instituto FSB Pesquisa, encomendado pela revista Veja e realizado com 2 mil pessoas de todo o Brasil, por telefone, de 16 a 18 deste mês.
Por André Cintra