Depois de arranjar a grana para salvar seus bancos, os espanhóis pagam juros mais elevados nos títulos de dívida do governo. Os mercados torcem o nariz para a forma adotada para o resgate: empréstimo de 100 bilhões de euros vai ser canalizado através de um fundo público e a economia da Ibéria escorrega para a recessão. Resultado: cresce a relação dívida/PIB, atiçando mais combustível à fogueira da desconfiança.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*
A taxa de desemprego da Grécia subiu para 22,6%, nível recorde, no primeiro trimestre deste ano, de 20,7% no trimestre anterior, afirmou a agência de estatísticas do país. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego foi de 15,9%.
Em conversas por aqui tenho sugerido que a crise e sua administração “austera”, destruindo direitos e sonhos, está desencavando abantesmas sinistras pela Europa: refiro-me a teses e práticas soturnas da extrema-direita que podem levar o convulsões dramáticas em vários países, como já houve no passado.
Por Flávio Aguiar*
Neste artigo, damos conta de algumas das demonstrações, quer no panorama nacional como internacional, de solidariedade com o povo grego e com a coligação Syriza "na luta por um governo que enfrente a catástrofe social e a bancarrota".
Do Esquerda.net
O exército do dinheiro afia as armas e prepara o cerco à sociedade grega. Faz parte desse planejamento inocular doses crescentes de terror psicológico na sua população. O Brasil sabe como essa coisa funciona: vazamentos; chantagens; manchetes encadeadas; ataques a reputações, interditos e linchamentos ideológicos.
Por Saul Leblon, em Carta Maior
O deputado neonazista do partido Amanhecer Dourado, o grego Ilias Kasidiaris bateu em duas mulheres e precisou ser contido por seguranças de um canal de TV, onde ocorria um debate pré-eleitoral.
O que Grécia, Itália e Espanha têm em comum? Se você pensou "crise econômica" ou "altas taxas de desemprego", não está completamente errado. Mas para a empresa de consultoria Mc Kinsey, há algo mais a unir os três países, e que pode inclusive ajudá-los a sair do buraco: o azeite de oliva.
A Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) apresentou nesta sexta-feira (1º/6) em Atenas seu programa político para as eleições legislativas de 17 de junho, com a promessa de, caso vença, acabe com o acordo de empréstimo assinado pelo executivo grego.
A Grécia amanheceu nesta segunda-feira (28) sem noticiários. Por 24 horas, os profissionais de imprensa prometem suspender suas atividades em protesto contra a demissão de cerca de 30% dos jornalistas do país nos últimos meses e exigem melhores condições de trabalho. A greve deve ser respeitada pelos jornalistas, que em caso contrário ficam expostos a sanções dos sindicatos, que exigem "contratos coletivos dignos" e a proteção do emprego ante as demissões em série, que somam 4 mil desde 2010.
A três semanas das eleições na Grécia, pesquisas de opinião divulgadas essa semana mostram um crescimento da coalizão de esquerda Syriza, contrária às medidas neoliberais da troika (FMI, BCE e UE). O partido conservador Nova Democracia aparece tecnicamente empatado com a coalizão, mas com uma porcentagem menor do que a registrada nas eleições legislativas.
Em meio à tormenta política que assola o país e à convocação de novas eleições, passou quase imperceptível pelo povo da Grécia um fato de gigantesca importância econômica e política.
Por Petros Panayotídis, no Monitor Mercantil
A Grécia representa apenas 2% do PIB europeu; seu peso demográfico não é muito maior que isso. E no entanto os olhos do mundo se voltam para Atenas nesse momento. Nesta quarta-feira (23) as bolsas despencaram em quase todos os mercados; o euro queimava nas mãos dos investidores; vendas maciças espremiam a cotação da moeda da União Europeia (UE) em meio a fugas e saques de bancos, sobretudo espanhóis, entalados na pantanosa zona da insolvência.