Os países da chamada zona do euro deve pensar em uma espécie de "substituição de jogador": em caso de a Grécia abandonar a moeda única, convidar a Turquia a aderir ao bloco.
O homem que colocou em xeque o mega plano de austeridade que o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia impuseram a Grécia enviou, desde Paris, uma mensagem muito clara: Alexis Tsipras, o líder da esquerda radical grega, Syriza, disse na capital francesa que era urgente “refundar a Europa e derrotar o poder financeiro. Esse poder é o grande inimigo dos povos, não governa mas decide sobre todas as coisas”.
Por Eduardo Febbro na Carta Maior
Diante dos riscos de o país abandonar o euro, os capitais escapam da Grécia. Assustados com o possível retorno do dracma e no afã de proteger o valor de suas reservas líquidas e de seu patrimônio, os investidores – cidadãos e empresas – sacam dos bancos locais os depósitos e transferem as aplicações ainda denominadas na moeda única.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo, em Carta Capital
A chanceler da Alemanha Angela Merkel não admite de maneira nenhuma que a Grécia saia da zona do euro. Aliás, toda a direção da União Europeia – desde os ministros das Finanças dos vários países até ao presidente da Comissão Europeia, passando pelos dirigentes do Fundo Monetário Internacional – estão contra a deriva grega
A Comissão Europeia e o BCE (Banco Central Europeu) começam a se preparar para a cada vez mais provável possibilidade de saída da Grécia da Zona do Euro. A afirmação foi feita pelo comissário europeu de Comércio, Karel De Gucht, em uma entrevista ao jornal belga De Standaard.
Nos últimos dias, os gregos retiraram dos bancos cerca de 800 milhões de euros devido à crise política e aos receios quanto à possível saída do país da zona do euro.
A Grécia realizará eleições antecipadas no próximo dia 17 de junho, data até a qual o atual presidente do Conselho de Estado, Panayotis Pikrammenos, será o primeiro-ministro interino, segundo anunciou a agência Amna.
A Grécia vai realizar novas eleições, depois que líderes políticos não conseguiram entrar em acordo para formar um governo de coalizão nesta terça-feira, prolongando a crise política que deixou o país mais perto da falência e da exclusão da zona do euro.
O presidente da Grécia, Carolos Papoulias, tenta convencer todos os partidos gregos a instaurar um “governo de unidade, em meio a um impasse político devido aos compromissos de austeridade assumidos com a União Europeia (UE).
O líder da esquerda rejeitou formar uma coalizão com os responsáveis pela catástrofe grega e os partidos já se preparam para novas eleições, que devem ser marcadas para junho
O líder do Movimento Socialista Pan Helênico (Pasok), Evangelos Venizelos, renunciou nesta sexta-feira ao encargo de formar um novo governo para a Grécia, após fracassar em suas tratativas com outras formações políticas, o que deixa o país diante de uma nova eleição parlamentar, a ser convocada em breve.
A taxa de desemprego na Grécia subiu para o novo recorde de 21,7% em fevereiro, em relação ao dado revisado de 21,3% em março, informou a Elstat, a agência de estatísticas do país.