A Grécia ocupa o centro do noticiário internacional pela profundidade, amplitude e duração da crise política, econômica e social. A União Europeia, com a Alemanha à frente, impõe um indigesto cardápio econômico que liquida com a soberania dos gregos, aprofunda o país na recessão e aumenta a penúria do povo.
O líder do partido de esquerda Syriza, Alexis Tsipras, anunciou nesta quarta-feira (9) em Atenas que desistiu de constituir um governo de coalizão, já que não conseguiu formar uma maioria "para um governo de esquerdas" oposto à austeridade.
A vitória de François Hollande e sua oposição ao pacto fiscal será a primeira derrota das políticas que a chanceler alemã Angela Merkel e os tecnocratas da União Europeia impuseram a milhões de pessoas na Europa. Mas o resultado das eleições gregas pode ter uma importância simbólica maior ainda. As placas tectônicas da sociedade e da política grega estão se movendo e, pela vez, aparece na Europa a chance real de um governo de esquerda radical.
Por Costas Douzinas
A secretária geral do Partido Comunista da Grécia (KKE), Aleka Papariga, descartou nesta quinta-feira (3) em Atenas qualquer possibilidade de aliança eleitoral com a Coalizão de Esquerda Radical (Syriza).
As vitrines quebradas do Museu Arqueológico da cidade grega de Olímpia, onde há milhares de anos aconteceram os primeiros Jogos Olímpicos, deixaram atônito o pessoal do Serviço Arqueológico, que vem registrando o desaparecimento de várias relíquias.
Por Apostoli Fotiadis, na agência IPS
A polícia não permitiu que ninguém se aproximasse do edifício do Parlamento, e agrediu, desferiu pontapés e esmurrou indiscriminadamente manifestantes e jornalistas. Os manifestantes protestavam contra o governo e homenageavam a memória do farmacêutico aposentado Dimitris Christoulas, que se suicidou na quarta-feira, “para não se ver obrigado a revirar lixo para assegurar o seu sustento”. Enquanto isso, governo deve adiar mais uma vez anúncio da data das eleições gerais.
Por Esquerda.net
O suicídio de um aposentado em praça pública gerou uma nova onda de protestos nas duas maiores cidades do país, Atenas e Tessalônica. O homem, de 77 anos, suicidou-se com um tiro na cabeça na manhã da última quarta-feira (4), na Praça Sintagma, em frente ao Parlamento de Atenas, e deixou uma nota na qual afirma que sua pensão não dava para viver, depois dos muitos cortes que sofreu, e acusa o governo de traição.
Dimitris Christoulas matou-se pelas dívidas e culpou o governo da sua situação limite antes de se disparar à cabeça. Era um farmacêutico reformado acossado pelas dívidas, que foi incapaz de enfrentar. Aconteceu nesta quarta-feira (4) pelas 9:00 h na Praça Syntagma de Atenas, lugar onde se encontra o parlamento grego.
Em protesto às medidas de austeridade e à crise que assola a Grécia, um farmacêutico e pensionista grego de 77 anos cometeu suicídio nesta quarta-feira na Praça Syntagma em frente ao Parlamento do país, região central de Atenas. Ele não é o único. A crise elevou o número de pessoas que tiraram a própria vida.
O que está acontecendo na Grécia, país que perdeu parte significativa de sua soberania, tornando-se um laboratório para experimentos do capital financeiro, não pode ser atribuído a um raio num dia de céu azul ou a uma saída de emergência para salvar o capital dos credores, mesmo que o preço seja levar o país à falência. É produto de uma ação planejada há mais de duas décadas.
Por Gilson Caroni Filho*
A polícia grega intensificou nesta quinta-feira (29) em Atenas as batidas contra os imigrantes, como parte do plano governamental implementado com claras intenções eleitorais.
Seis universidades gregas encontram-se à beira do fechamento depois das perdas ocasionadas pela quitação da dívida, que deixaram suas contas bancárias perto de zero, publicou nesta quarta-feira (28) a agência de notícias AMNA.