Com as ruas de Atenas tomadas por mais de cem manifestantes, o Parlamento grego aprovou na madrugada desta segunda-feira (13) o programa econômico proposto pela Troika (FMI, BCE e UE). O plano exige cortes de 3,3 bilhões de euros nas despesas públicas neste ano para pagar os juros da dívida do país.
Depois de dois dias de greve e manifestações, 25 mil pessoas saíram às ruas de Atenas para se manifestarem contra as medidas recessivas que o Parlamento pretende votar esta noite. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que se concentram em frente ao local da votação. Alguns manifestantes arremessaram pedras e lançaram cocktails molotov como resposta à violenta repressão policial.
É isso mesmo: os representantes da chamada “Troika”, FMI, Banco Central Europeu e Comissão Européia (a comissão executiva da U. E.) foram ameaçadas nesta sexta-feira de prisão pelo porta-voz do Sindicato dos Policiais da Grécia em Atenas. Acusações: “perturbação da ordem democrática”, “ameaça à soberania nacional” e “atentado contra o bem estar público”…
Por Flávio Aguiar, em Carta Maior
As negociações em curso com o lobby bancário internacional estão em ponto morto. Os gregos estão convencidos de que seu país é a vanguarda de um movimento mundial que envolverá o mundo inteiro: a Grécia é uma terra onde se ensaiam as receitas que o liberalismo empregará quando houver crises semelhantes em outras partes.
Por Eduardo Febbro, em Página/12
Os sindicatos gregos marcaram nesta quinta (9) mais uma greve geral de dois dias, a começar na sexta-feira (10), em protesto contra a austeridade que Atenas decidiu adotar para garantir um novo pacote de resgate financeiro. De acordo com as centrais sindicais, o povo grego já não consegue mais suportar os cortes feitos pelo Executivo.
Os líderes gregos enfrentam difíceis negociações nesta terça-feira (7) para tentar garantir um novo resgate internacional e evitar o não pagamento da dívida pública, presos entre uma greve nacional contra mais medidas de austeridade e as exigências da União Europeia para que o país aceite dolorosas reformas, que atingem em cheio os trabalhadores.
Os dois principais sindicatos da Grécia convocaram nesta segunda-feira (6) uma greve geral para a próxima terça contra as medidas de arrocho financeiro.
O ministro de Estado e porta-voz do governo, Pantelis Kapsis, afirmou nesta quinta-feira (2) que o país se encontra à beira da bancarrota oficial, configurando o momento atual como ahora "de adotar decisões difíceis".
A troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE), exigiu nesta sexta-feira (27) que a Grécia adote novas medidas de austeridade, entre elas a redução dos salários, a diminuição das despesas em saúde e defesa e a flexibilização do mercado de trabalho.
Como os hospitais gregos estão praticamente falidos, as grandes empresas farmacêuticas suspenderam o fornecimento de medicamentos para o cancro, para a SIDA e para a hepatite; e o abastecimento de insulina também foi interrompido. Este não é um caso especial, mas a imagem do futuro.
Com uma mobilização dinâmica na última quarta-feira (18), federações e sindicatos com orientação de classe na Grécia, congregados pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), arruinaram o "encontro" antitrabalhador dos chamados "parceiros sociais".
A Grécia irá negociar um novo empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como parte do plano de ajuda concedido pela zona euro a Atenas no final de outubro passado. O país passa por uma grave crise financeira e enfrenta problemas para equilibrar a dívida pública.