Ultimamente, têm sido efetuadas em muitos países do mundo manifestações com slogans abrangentes de "solidariedade com a Grécia" e de que "todos nós somos gregos" [1] . A solidariedade popular e da classe trabalhadora são armas poderosas na luta dos povos. Mas os trabalhadores devem livrar-se de quaisquer tentativas para enganá-los.
A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram na madrugada desta terça-feira, depois de 13 horas de discussões novo empréstimo à Grécia, para evitar o calote dentro de um mês.
A área em frente ao Parlamento da Grécia, em Atenas, foi tomada neste domingo (19) por manifestantes que protestaram contra o novo plano econômico elaborado pelo governo como exigência da União Europeia para o empréstimo suplementar de 130 bilhões.
A Grécia enfrenta nesta sexta-feira (17) uma nova crise nacional. Desta vez, no entanto, o problema atinge o setor cultural do país. O Museu Arqueológico de Olímpia foi saqueado nesta manhã e, em função do vandalismo, o ministro de Cultura, Pavlos Geroulanos, pediu demissão do cargo.
O FMI e as autoridades financeiras da União Europeia aumentam a pressão sobre a Grécia e dizem que país "ainda não reúne todas as condições" para receber ajuda. Querem mais cortes de gastos públicos.
Por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior
Os grupos de assistência social e fornecimento de refeições gratuitas em Atenas estão com dificuldades em atender os “novos pobres” da cidade. Desde o início da crise econômica, a pobreza vem dominando a classe média grega. E o índice de suicídio quase dobrou.
É frequente vermos na imprensa os comentários de que é crise grega é resultado da “gastança” feita pelos gregos, que teriam se acostumado a exigir muito e trabalhar pouco.
Nestes dias somos todos gregos. Estamos do lado do povo grego massacrado pela loucura da chantagem neoliberal europeia. Porque aquilo que sucede hoje na Grécia pode acontecer a qualquer outro povo europeu, inclusive a Itália.
Por Oliviero Diliberto*, no Blog Il Fatto Quotidiano
O maior sindicato da polícia grega ameaçou emitir mandatos de prisão dos responsáveis pelo país da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional por exigirem medidas de austeridade profundamente impopulares.
O Parlamento da Grécia aprovou na noite deste domingo (13), por 200 votos a favor e 74 contra, mais um plano econômico que prevê duras medidas de austeridade para a população. A votação gerou uma onda de protestos e violentas manifestações por todo o país que terminou com centenas de feridos e pelo menos 130 pessoas detidas.
Com as ruas de Atenas tomadas por mais de cem mil manifestantes, o Parlamento grego aprovou na madrugada desta segunda-feira (13) o programa econômico proposto pela Troika (FMI, BCE e UE). O plano exige cortes de 3,3 bilhões de euros nas despesas públicas neste ano para pagar os juros da dívida do país.
Com as ruas de Atenas tomadas por mais de cem manifestantes, o Parlamento grego aprovou na madrugada desta segunda-feira (13) o programa econômico proposto pela Troika (FMI, BCE e UE). O plano exige cortes de 3,3 bilhões de euros nas despesas públicas neste ano para pagar os juros da dívida do país.