A comparação é recorrente. E não somente porque se trata da maior falência estatal da história recente. O drama grego comporta diversas semelhanças com a crise que levou a Argentina ao calote em 2001: desvalorização impossível, brutal degradação da competitividade, estouro da dívida pública, fraude fiscal, intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI)…
Um dos perigos da Crise da Dívida e do Euro na União Europeia, é precisamente o de criar um clima de hostilidade entre os europeus, despertando fantasmas e sentimentos negativos que em nada ajudam a superar os problemas.
Por Artur Rosa Teixeira*, no blog Redecastorphoto
O novo primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, que recebeu na quarta-feira (16) o voto de confiança do Parlamento, enfrenta nesta quinta-feira (17) as primeiras manifestações contra as novas medidas de austeridade, prejudicam a população e tornam a Grécia refém do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia.
O Parlamento da Grécia vota ainda nesta quarta (16) o apoio ao governo do novo primeiro-ministro do país, Lucas Papademos, que está há 12 dias no cargo. O principal desafio de Papademos é conduzir as medidas internas de arrocho, que prejudicam a população, mas garantem um empréstimo de 130 bilhões de euros e o cancelamento de 50% de sua dívida com bancos europeus – principalmente alemães e franceses.
No momento em que a Grécia é colocada sob a tutela da Troika, que o Estado reprime as manifestações para tranquilizar os mercados e que a Europa prossegue nos salvamentos financeiros, o compositor Mikis Theodorakis apela aos gregos a combater e alerta os povos da Europa para que, ao ritmo a que as coisas vão, os bancos voltarão a implantar o fascismo no continente.
Em nota publicada nesta sexta-feira (11) em seu site, o Partido Comunista da Grécia (KKE, na sigla em grego), denuncia o caráter anti-popular e submisso do novo governo do país, formado esta semana em subnstituição ao liderado por Giorgios Papandreou, que caiu por pressão dos mercados financeiros.
Em nota reporduzida no Diário Liberdade, da Galícia, o Partido Comunista da Grécia (KKE) se solidariza com os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) pela morte em combate de Alfonso Cano, revolucionário chefe do Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP.
O novo primeiro-ministro da Grécia será Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central do país. Depois de três jornadas de negociações, rumores e pactos efêmeros, os dois grandes partidos, o socialista Pasok, até então no governo, e a oposição, o partido direitista Nova Democracia, acordaram em nomear Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-governador do Banco da Grécia.
O primeiro ministro da Grécia, Giorgios Papandreou, apresentou nesta quarta-feira (9) seu pedido de renúncia ao cargo, "agradecendo" aos cidadãos gregos pela "paciência" durante a crise econômica que vive a Grécia, instou o novo governo a manter a "democracia" e a "humanidade" acima dos mercados.
A queda de George Papandreou é uma vitória do mercado financeiro, que conseguiu enterrar a ideia –mal encaminhada– do plebiscito na Grécia. O pacote de resgate imposto pela Europa ao país é "uma forma de neocolonalismo". A análise é do economista chileno Gabriel Palma, 64, professor da Universidade de Cambridge (Reino Unido).
George Papandreou, o social-democrata de araque, já não é mais primeiro-ministro da Grécia. Num acordo firmado na noite de ontem (6) com o principal partido da direita no país, ficou acertada a formação de um governo de coalizão para impor o “pacote de austeridade fiscal” exigido pelos banqueiros da Europa e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Por Altamiro Borges, em seu blog
A União Europeia exigiu e o governo de George Papandreu na Grécia caiu. A semana mais agitada da vida política recente grega terminou este domingo (6), com um princípio de acordo para um governo de “unidade nacional” entre os partidos PASOK, governista, e Nova Democracia, da oposição de direita. As bases para o acordo só serão conhecidas nesta segunda (7), mas já se sabe que o atual primeiro-ministro não fará mais parte da gestão.