A polícia grega reprimiu, nesta quarta-feira (15), milhares de manifestantes que se concentravam ao redor do Parlamento para reagir ao novo e impopular pacote de medidas de austeridade proposto pelo governo. Os protestos marcam a terceira greve geral de 24 horas, que paralisa vários serviços no país.
Cerca de cem manifestantes bloquearam na madrugada desta sexta-feira (3) a entrada do edifício do Ministério das Finanças da Grécia, em Atenas, e penduraram, na fachada do edifício, uma faixa gigante convocando a greve geral – marcada para 15 de junho – contra as medidas draconianas de austeridade.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a União Europeia (UE) emitiram nesta sexta-feira (03) uma declaração conjunta sobre a situação na Grécia e a possibilidade de conceder um resgate adicional.
Segundo o diário turco Daily Hürryet, que cita o alemão Bild, a Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, advertiu que pode haver um golpe militar na Grécia pela crescente onda de mal-estar social ante os draconianos planos de austeridade impostos pelo governo.
Dezenas de milhares de gregos protestaram contra o governo do país em Atenas neste domingo (29). Os manifestantes — que somaram cerca de 30 mil pessoas, segundo a polícia local — são contra o alinhamento da Grécia ao Fundo Monetário Internacional, que receitou ao país medidas de cortes.
Quando se anuncia um novo memorando com a troika FMI/Banco Central Europeu/União Europeia, que impõe novos sacrifícios ao povo, o clima social na Grécia torna-se cada vez mais explosivo à medida que o país se vai afundando na depressão.
A taxa de desemprego na Grécia saltou para 15,9% em fevereiro, ante 15,1% em janeiro, informou nesta quinta (12) o serviço de estatísticas do governo (ELLSTAT). A taxa segue acima das projeções governamentais para 2012.
Os serviços públicos estão paralisados na Grécia nesta quarta-feira (11), com centenas de milhares de funcionários públicos, portuários, professores e equipes de hospitais de braços cruzados para protestar contra as novas medidas de austeridades do governo grego.
Depois de ter conhecimento de que a agência de qualificação financeira Standard and Poor's baixou nesta segunda-feira em dois pontos a nota da dívida grega, o Ministério das Finanças da Grécia criticou a decisão, "por carecer de bases reais".
Um ano após a entrada do FMI, a situação econômica e financeira da Grécia continua a agravar-se. Sem encarar outro tipo de soluções, o governo social-democrata de Papandreou anunciou, dia 15, um novo pacote de austeridade que inclui um vasto programa de privatizações, bem como cortes draconianos nas despesas sociais, nos salários da função pública e nas pensões.
Após mais de um ano de odiosas medidas antipopulares, que já provocaram 14 greves gerais, centenas de manifestações e protestos quase diários em diferentes setores, a Grécia afunda-se na recessão econômica e os cofres do Estado estão cada vez mais vazios.
Nos dias 12, 13, 14 e 15 de abril, a presidente Dilma Rousseff irá a Pequim, Sanya e Boal, na China. A visita será basicamente econômica, embora a agenda inclua reuniões com o presidente chinês, Lu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao. Ela busca um acordo sobre o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês, em favor do equilíbrio da balança comercial e a pedido de empresários brasileiros.