A polarização política da última semana das eleições provoca intensa movimentação do eleitorado em uma clara antecipação do segundo turno.
Por Davidson Magalhães*
As pesquisas de intenção de voto divulgadas desde segunda-feira – que se estenderão até a véspera das eleições –, os números e a percepção da disputa, que os grandes meios de comunicação e os robôs nas redes fabricam a partir deles, tentarão criar na opinião pública a falsa imagem de que se forma uma torrente que poderá levar Bolsonaro a obter uma grande vantagem no primeiro turno ou mesmo de já vencer o pleito.
As pesquisas eleitorais às vezes são manipuladas, mas nem sempre. Quando realizadas perto dos pleitos, geralmente mostram tendências. Ainda que com reservas, é prudente considerar as últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, que apontam numa mesma direção. E não desconsiderar a da Record (1º de outubro) que indica outra direção.
Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, edição desta terça-feira (2), o empresário Ricardo Semler (Semco Style Institute e escolas Lumiar), faz uma corajosa crítica aos segmentos empresariais que manifestam simpatia em Jair Bolsonaro para evitar a “volta do PT” ao governo.
Em ato em Curitiba, o candidato à Presidência da República Fernando Haddad, afirmou que, no dia 7 de outubro, o povo vai dar a resposta nas urnas à retirada de direitos sociais e trabalhistas, promovida por Michel Temer e pelo PSDB. “Eles diziam: ‘nós tiramos a Dilma, prendemos a Lula, e está tudo certo’, mas esqueceram de prender o povo”, disse ele.
Os setores populares organizados em suas entidades de classe e em seus partidos, ao derrotar em 2002 o candidato das elites, FHC, cunhou a frase "a esperança venceu o medo".
Por Aluísio Arruda*
Nova pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta (26) – a segunda esta semana – confirma que o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, está a apenas seis pontos de distância do postulante do PSL, Jair Bolsonaro. Ambos oscilaram um ponto para baixo, em relação ao levantamento anterior, trazido a público na última segunda-feira (24). Na pesquisa mais recente, Haddad aparece com 21% e Bolsonaro com 27%.
A chapa Fernando Haddad e Manuela D’Ávila compromete-se firmemente com o resgate do Plano Nacional de Educação (PNE), garantindo uma nova fase de expansão, com qualidade do ensino superior e da educação profissional e tecnológica.
“Vamos nos associar a todos os que defendem a democracia”, disse o candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, em entrevista após visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba. Sem citar nomes, o postulante afirmou que a democracia no país “está sendo ameaçada diariamente, com suposições. Uma hora é a urna eletrônica, outra hora é sobre o resultado eleitoral”, declarou.
Nova pesquisa FSB/BTG Pactual mostra acentuado crescimento de Fernando Haddad, que se isola na segunda posição, enquanto Bolsonaro mantém o primeiro lugar, apesar de manter o mesmoo percentual de 33% da pesquisa anterior. Nesta segunda-feira (24) o Ibope também divulgará nova pesquisa.
Na manhã deste sábado (22), o candidato à presidência, Fernando Haddad, acompanhado de sua vice, Manuela D’Ávila, mobilizou uma multidão no centro de Recife, capital de Pernambuco. Após o ato, a candidata do PCdoB falou aos internautas e disse acreditar que esta foi a maior caminhada de campanha até o momento.
Pesquisa DataPoder360 divulgada nesta sexta-feira (21) mostra que o candidato Fernando Haddad (PT) atingiu 22% das indicações enquanto Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto para presidente. Segundo a pesquisa "trata-se de situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos". Na simulação de 2º turno Haddad ultrapassa numericamente o candidato do PSL.