O que será de ti, Haiti.
Agora que o tremor da Terra
é uma febre terçã;
querendo engolir a tua gente
como um dragão medonho
com sede e com fome de morte.
O drama do terremoto no Haiti comove a todos. Em boa hora a Secretaria de Saúde do Ceará, tendo a frente João Ananias, toma importante medida: enviará uma missão médica cearense a Porto de Príncipe, capital do Haiti.
Certas coisas que nos atormentam tornam-se menores, até insignificantes, diante de uma tragédia como a que golpeou o povo haitiano. Acompanhamos o quadro chocante também por estarmos mais próximos desse país graças ao papel relevante do Brasil na força de paz da ONU, onde são elevadas nossas baixas – ainda que seja bem mais dramático o custo em vidas humanas dos próprios haitianos.
Por Argemiro Ferreira, em seu blog
Avatar, do diretor James Cameron, vem causando as reações mais diversas em milhões de espectadores no mundo inteiro.
Por Leila Cordeiro*, no Direto da Redação
Em tese, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deveria ir ao Haiti apenas para discutir com o presidente haitiano, René Préval, a assistência financeira internacional e os planos para a reconstrução do país. Mas ao chegar à capital Porto Príncipe, na tarde deste sábado, 16, Hillary deixou mais do que claras as reais intenções de sua visita: manter o país caribenho sob as ordens da Casa Branca.
O líder cubano Fidel Castro pediu soluções reais e verdadeiras para o Haiti — cuja situação de extrema pobreza, segundo ele, é “uma vergonha de nossa época”. Em artigo intitulado “A lição do Haiti” e publicado nesta sexta-feira (15) no jornal Granma, do Comitê Central do Partido Comunista Cubano, Fidel criticando as reações internacionais ao terremoto no país caribenho.
As seis centrais sindicais brasileiras — CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB e UGT — decidiram, em reunião realizada nesta sexta-feira (15) na cidade de São Paulo, destinar R$ 200 mil às vítimas do terremoto no Haiti. A quantia será enviada por meio da Cruz Vermelha e deve chegar o mais rápido possível ao país caribenho.
Três dias após o terremoto que destruiu a capital haitiana, a sede e a fome empurraram a população para a violência. O dia de ontem (15) foi marcado por inúmeros saques a mercados ou a qualquer lugar onde se possa encontrar água potável ou comida. Em meio a um cenário desolador — que remete a uma situação de guerra —, a população continua nas ruas, pedindo por socorro.
“Zilda Arns morreu como viveu, junto dos que sofrem as dores da vida. Tivemos respeitosos momentos juntos em debates na Comissão de Seguridade.” Assim escreveu em seu perfil no twitter a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), logo que soube da morte da médica sanitarista, coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, uma das vítimas do terremoto que ocorreu no Haiti na última terça-feira (12).
O ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, exilado na África do Sul, espressou nesta sexta-feira (16) sua disposição para retornar à sua nação e ajudar os trabalhos humanitários e a reconstrução das zonas devastadas pelo devastador terremoto, que acredita-se ter matado dezenas de milhares de pessoas. Aristide, contudo, não deu informações sobre um plano específico para sua volta.
Parte do sofrimento no Haiti é "Feito nos Estados Unidos". Se um terremoto pode danificar qualquer país, as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti. Como? Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.
Por Bill Quigley, no Huffington Post
A jornalista e escritora Naomi Klein alerta que a tragédia no Haiti não deve servir para endividar ainda mais o país e para impor políticas anti-populares a favor das empresas dos EUA. Naomi Klein fez o apelo no Democracy Now, onde falou sobre a exploração da tragédia no Haiti.