A tragédia provocada pelo terremoto no Haiti está mobilizando também o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), uma organização civil internacional ligada à UNESCO, cujas atribuições envolvem o aconselhamento a respeito dos bens que receberão classificação de Patrimônio Cultural da Humanidade.
A tragédia no Haiti cobra do mundo que conte a verdadeira história desse país. Os noticiários o tratam de nação mais pobre das Américas e do Caribe sem aprofundar as razões que o levaram a tão deplorável situação. Retrospectivas superficiais falam em ocupações, sem explicar os seus fins, e em sucessões de ditaduras, sem especificar quem as apoiava, como se o Haiti tivesse construído sozinho o seu próprio destino e de forma incompetente.
Por Mair Pena Neto*
Enquanto as placas tectônicas do Caribe e América do Norte não se estabilizam, o povo haitiano vive, mais uma vez, o limite de suas possibilidades históricas. O envio de mais de 10 mil soldados e marines, e uma frota capitaneada por um porta-aviões nuclear, sem que a ONU fosse sequer consultada, revela uma estratégia por demais conhecida.
Por Gilson Caroni Filho*
O exército dos Estados Unidos expulsou os jornalistas estrangeiros que estavam no aeroporto de Porto Príncipe, no Haiti, sem dar qualquer tipo de explicações. De acordo com enviados de vários órgãos espanhóis, os militares deram um prazo para que os profissionais da imprensa abandonassem o local.
Os 18 militares brasileiros – dentre eles três mineiros – que atuavam na missão da ONU no Haiti receberam homenagens póstumas na Base Aérea de Brasília (DF)
“Um tremor dessa magnitude no Japão não seria tão devastador”, afirmo José Luis Patrola, militante do MST e integrante da Brigada Internacionalista Dessalines. A Brigada composta por quatro militantes brasileiros da Via Campesina e atua no Haiti com as organizações camponesas do país para contribuir com o desenvolvimento de agricultura no país. José Luis, está no Brasil desde dezembro e se preparava para voltar ao Haiti na próxima semana.
O presidente Lula, acompanhado de vários ministros, acompanhará a solenidade de homenagem póstumas aos militares mortos na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), na tarde desta quinta-feira (21), na Base Aérea de Brasília.
O presidente Lula vai receber um prêmio inédito no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, no dia 29. Ele foi escolhido estadista global, uma homenagem para marcar o aniversário de 40 anos do Fórum. Segundo os organizadores do evento, Lula foi eleito para receber o prêmio por ser um líder político que usou o mandato para melhorar o mundo.
Em entrevista ao Vermelho, concedida por e-mail, a professora de geografia política na Universidade de Milão, na Itália, Teresa Isenburg, critica a ocupação do Haiti pelas tropas norte-americanas e sugere a razão de tantos soldados: “Essa segurança é para quem? Creio que seja para evitar convulsões sociais que atrapalhem os lucros da reconstrução”.
No Ceará, órgãos públicos, ONGs, igrejas, universidades e outras entidades se unem no esforço para ajudar as vítimas do terremoto que atingiu Porto Príncipe, capital do Haiti, no último dia 12.
CTB encabeça o comitê, que vai reunir outras entidades e movimentos na causa.
O presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), vai convocar a comissão representativa responsável pelos trabalhos legislativos durante o recesso parlamentar para votar na próxima segunda-feira (25) o pedido emergencial de envio de mais 800 brasileiros para a missão de paz das Nações Unidas no Haiti.