Alto patamar da Selic, mantida pela terceira vez seguida pelo Copom, é injustificável para o setor produtivo e entidades sindicais
Em quatro anos, índice acumulado pode ficar em 19%, o menor em décadas. No entanto, preço dos produtos ainda é motivo de queixa entre brasileiros
Protesto será nesta terça (4), às 10h, em frente ao Banco Central. Centrais denunciam política monetária que trava o desenvolvimento e penaliza trabalhadores
Pesquisa Reuters/Ipsos mostra aprovação de 40% e desaprovação de 57%; inflação, alta de preços e impasse no Congresso consolidam desgaste econômico e político do governo
Transportes e lazer seguem pressionando preços. O índice caiu de 5,32% para 4,84% no acumulado em 12 meses
Boletins do próprio BC apontam inflação controlada e PIB em alta, mas a política monetária segue travando o crédito e desacelerando investimentos
Com o resultado do IPCA de setembro, segundo o Boletim Focus, a estimativa é de inflação a 4,72% em 2025 — próxima à meta estabelecida
Com a queda, brasileiros gastam menos horas trabalhando para obter os alimentos essenciais. Principais reduções foram no valor do tomate, da batata e do arroz, segundo o Dieese
Boletim Focus, publicado pelo Banco Central com as expectativas do mercado financeiro, diminui a estimativa do IPCA e mantém projeção do PIB em 2,16% neste ano
Decisão de manter a Selic no maior patamar em quase duas décadas reforça aposta única do Banco Central na taxa de juros como instrumento de combate à inflação, enquanto cresce o risco de paralisar a economia
Com Selic em 15% ao ano, atividade encolhe pela terceira vez seguida e governo vê seus esforços em crédito, renda e investimento anulados pela política monetária
Segundo o Dieese, produtos que mais tiveram redução foram tomate, arroz, feijão, batata, café e carne. Tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta também diminuiu.