Nesta última semana, diante das ameaças e desqualificações perpetradas pelo presidente eleito do Brasil, Jari Bolsonaro, o Governo da República de Cuba foi obrigado a suspender a participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos. Este programa foi assinado entre Cuba e o Brasil sob o patrocínio da Organização Pan-Americana de Saúde, que faz parte do Sistema das Nações Unidas, instituído no final da década de 40 do século passado, logo em seguida à fundação da ONU.
Por Pedro de Oliveira*
Em face das ameaças produzidas por Bolsonaro&Cia, o governo cubano decidiu retirar do território brasileiro o contingente de médicos que ali actuava no âmbito do programa Mais Médicos para o Brasil, programa lançado pelo governo de Dilma Rousseff.
Alexandre Weffort, para O Lado Oculto
Em Guarulhos, mais da metade dos profissionais do Mais Médicos (28 de 54) é formada por cubanos. Em outros dois grandes centros a proporção é parecida: no ABC, dos 151 médicos do programa, 81 são de Cuba. Em Campinas, 46 de 87 profissionais.
Por Wagner de Alcântara Aragão*
Ano de 2013. No Brasil, a presidenta Dilma Rousseff promoveu programas como o Mais Médicos, que previa a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para atuar em áreas pobres e isoladas daquele país, iniciativa que incluiu milhares de profissionais de saúde cubanos.
Por Lisandra Fariñas Acosta
Cuba tomou uma decisão "dolorosa, mas necessária" concluindo sua participação no programa Mais Médicos do Brasil, garante em uma entrevista no site Cubadebate o ministro da Saúde Pública, José Angel Portal Miranda.
A parceria entre Cuba e o Brasil permite que cerca de 8.500 médicos cubanos que atuam no programa Mais Médicos ofereçam atendam à milhões pessoas carentes nas regiões mais longínquas, onde a grande maioria de seus colegas brasileiros não se dispôs a ir. O fim da parceria afetará a população mais pobre do Brasil, mas também afeta os cubanos, inclusive os que moram em Cuba, segundo Jesus Rafael Mora, que já trabalhou em diversos países.
Nesta última semana, diante das ameaças e desqualificações perpetradas pelo presidente eleito do Brasil, Jari Bolsonaro, o Governo da República de Cuba foi obrigado a suspender a participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos. Este programa foi assinado entre Cuba e o Brasil sob o patrocínio da Organização Pan-Americana de Saúde, que faz parte do Sistema das Nações Unidas, instituído no final da década de 40 do século passado, logo em seguida à fundação da ONU.
Por Pedro de Oliveira*
Desde que foi criado o Programa Mais Médicos e grande parte dos profissionais que o integram vieram de Cuba, muita mentira tem circulado sobre a formação daqueles profissionais oriundos e suas condições de trabalho no Brasil. As mentiras se espalharam com maior profusão nas redes sociais e se intensificaram depois que Jair Bolsonaro afirmou que fará mudanças no Mais Médicos que tornam inviável a permanência dos cubanos no programa e levaram Cuba a encerrar a parceria.
Por Nésio Fernandes*
Presidente eleito, que hoje oferece "asilo", tentou impedir que parentes dos intercambistas trabalhassem no Brasil.
Os cerca de 8,3 mil profissionais cubanos distribuídos por cerca de 2,2 mil municípios brasileiros e que hoje fazem parte do Programa Mais Médicos começarão a deixar o Brasil com retorno ao seu país de origem dentro de dez dias. Apesar de deixar quase 30 milhões de brasileiros sem nenhum tipo de assistência médica, a pressão feita por Bolsonaro sobre os médicos cubanos, em um claro sinal de sintonia com a política externa norte-americana, foi elogiada pelo governo dos Estados Unidos.
Em 2013, quando foi lançado o programa “Mais Médicos”, eu ocupava o cargo de Secretário da Saúde do Estado do Ceará e também era Vice-Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), entidade que congrega todos os Secretários Estaduais de Saúde do Brasil. Posso, portanto, falar de cátedra do programa, uma vez que participei de todas as articulações e da formatação do projeto para sua criação.
Por Arruda Bastos*
A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou ação civil pública (ACP) em que pede à União a manutenção das atuais regras do programa Mais Médicos e a abertura deste a profissionais estrangeiros de qualquer nacionalidade. O objetivo, segundo a própria defensoria, é garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
Por Paula Laboissière, da Agência Brasil