Durante uma palestra no Brasil Forum UK, em Londres, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, afirmou que o brasileiro é "viciado" em Estado e que o país sofre de "oficialismo", "patrimonialismo" e "desigualdade". Confira, abaixo, o vídeo com a íntegra das declarações.
A paralisação da economia do país em decorrência do movimento dos caminhoneiros mostra de maneira didática até que ponto podem chegar as consequências de políticas neoliberais, adotadas pelo governo Temer e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, cuja indicação é atribuída ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O que acontece com o petróleo hoje é a maior lição que se deu de que o neoliberalismo não serve para as pessoas, mas para negócios. Temos uma agenda neoliberal extremada e isso escancarou o que a sociedade não quer", diz o assessor especial do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Cândido Grzybowski.
Por Eduardo Maretti, na RBA
Para a economista e professora da Universidade de São Paulo (USP) Laura Carvalho, as políticas de austeridade estão sendo revistas em diversos países, pois a sua implementação causa prejuízos imensos à sociedade. “Pautar apenas o mercado e projetar intensos cortes sociais gera o caos, uma vulnerabilidade imensa, apenas viabiliza uma ascensão do fascismo e a violência urbana", afirma.
Os brasileiros acham que o Estado – e não o mercado – deve regular a economia, comandar as empresas mais importantes do país e garantir o bem-estar, a redução das desigualdades, os serviços de saúde e educação e as aposentadorias. É o que mostra pesquisa quantitativa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação, parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). A preferência da população por um Estado grande e forte se choca com o projeto neoliberal em curso no país.
Financeira, militar, ecológica e social, as bombas produzidas pelos países desenvolvidos estão prontas para estourar.
Por Carlos Drummond
Coordenador da plataforma econômica do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), Persio Arida quer “desengessar” a economia às custas da Saúde e da Educação públicas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele defendeu mudar a Constituição para “flexibilizar” a administração de gastos hoje obrigatórios e de tributos. Para o especialista em Orçamento Público, Flávio Tonelli, a proposta agride o pacto social de 1988 e deve agravar o subfinanciamento de áreas já sensíveis.
Hiperpresidente, Emmanuel Macron é antes de tudo o presidente dos ricos. Um ano após sua eleição, ele empreendeu uma queda de braço contra o mundo do trabalho em benefício dos ricos e do patronato. Para impor sua política impopular, aproveita-se da grande turbulência de 2017 e tudo faz para atingir os alvos do seu projeto neoliberal
Por Diego Chauvet
O economista e professor da Unicamp Marcio Pochmann avalia em sua conta no Twitter que "o abandono da política externa ativa e altiva imposto pelo receituário neoliberal do governo Temer aproxima o Brasil da condição de protetorado dos Estados Unidos.
Prestes a fazer 90 anos, acaba de abandonar o MIT. Ali revolucionou a linguística moderna e se transformou na consciência crítica dos EUA. Visitamos o grande intelectual em seu novo destino, no Arizona.
Por Jan Martínez Ahrens
Uso político do Exército no Brasil pode estar a serviço do receituário neoliberal, cujo produto final resultaria no abandono da democracia, dando lugar ao autoritarismo. EUA e França correm risco parecido.
Por Marcio Pochmann*
O presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, é um apoiador fervoroso da ideia de livre mercado. Na última quarta, lançou um manifesto liberal, no qual afirma que “chegou o momento da independência de cada um de nós das garras governamentais”. Na sua cruzada contra a “gastança” de verbas públicas, o que ele não diz é que sua empresa há anos recebe financiamento público e insenções fiscais, que ele agora condena.
Apresentado como grande solução para a pobreza por meio do financiamento de empreendimentos individuais, o microcrédito, defendido pelo Banco Mundial e por instituições privadas gera autofagia nas comunidades carentes, agrava o problema que pretende resolver e é um engodo neoliberal, defende o professor de economia da Universidade de Juraj Dobrila, na Croácia, Milford Bateman.