A revolução neoliberal entronizou um novo tipo de engodo político, a mentira especializada.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*
Como no mundo todo, o continente americano também foi marcado pelo avanço da direita neoliberal em 2017. A eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, deu novo ânimo a projetos neoliberais pelo continente, naquilo que o cientista político e sociólogo Emir Sader classifica como "restauração conservadora".
O escritor e jornalista liberal estadunidense Jonathan Chait fica muito chateado quando é chamado de "neoliberal". Insiste que essa palavra não tem sentido, e não descreve uma mudança política real ocorrida poucas décadas atrás. A constatação foi feita pelo comentarista político, advogado e blogueiro, também estadunidense, Matt Bruenig, num texto que publicou, em seu blog Politics, nesta quinta-feira (21) e reproduzido pelo portal Jacobin.
"Não mais o medo e a inveja, e sim o ódio e de certa forma o ressentimento que se tornaram a moeda básica para se falar nas diferentes gramáticas de sofrimento no Brasil." Essa é uma as ponderações do psicanalista e professor da Universidade de São Paulo Christian Dunker sobre o momento atual do país. Ele concedeu entrevista à RBA e também abordou temas como a infantilização dos comportamentos no debate público e a passividade de parte da sociedade diante da retirada de direitos.
Por Glauco Faria, na Rede Brasil Atual
A reforma foi implantada há 17 anos; agora, em entrevista, professor questiona se, a partir de agora, haverá “mudança econômica rumo a neoliberalismo desenfreado”. O surgimento de governos de direita, seja por meio de golpe ou pela via democrática, é tido como uma nova manifestação da crise capitalista em escala global, que representa uma reordenação das forças conservadoras da região
Para Noah Smith, defensor da principal corrente keynesiana, o neoliberalismo funciona, e cita o fenômeno do crescimento da China como principal exemplo!
Por Michael Roberts*
Deve-se rejeitar a doutrina neoliberal nos seus próprios termos por ser economia de má qualidade, dispara Dani Rodrik, professor de Política Econômica Internacional da Escola de Governo John F. Kennedy, de Harvard.
Colocada em prática, a proposição neoliberal do Banco Mundial tanto aprofundará a desigualdade brasileira como desconstruirá a dinâmica da economia social inaugurada pela Constituição de 1988.
Por Marcio Pochmann*
O retorno das políticas neoliberais impõe a transição das tradicionais classes médias assalariadas e de trabalhadores industriais para o novo e extensivo precariado e o avanço da classe média proprietária dos pequenos negócios. Em síntese, o rebaixamento da condição salarial.
Por Márcio Pochmann*
Hoje, no jornal Libération, foi publicado um artigo terrível para nós brasileiros, com o título, “Brasil, o novo laboratório neoliberal”. O povo brasileiro passou a ser um campo de provas para os experimentos neoliberais.
Por Luiz Bresser-Pereira, em sua página no Facebook
O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos afirmou que a ascensão da política neoliberal em todo o mundo hoje se dá pela ausência de uma alternativa real à esquerda, o que permite que as elites instituam livremente projetos de destruição de direitos e não enfrentem a devida resistência. "Eles se comportam com a arrogância de quem não sente medo", afirmou.
Em meio a uma conversa sobre contracultura, utopias, reminiscências, festivais nos anos 1970, política e entretenimento, a principal preocupação pairou sobre o momento brasileiro e mundial, em algo que o compositor Caetano Veloso definiu como "refluxo contra o que foi conseguido e também consequências radicais imprevisíveis do que foi esboçado", como a internet. Ele identificou na ofensiva moral contra manifestações artísticas uma manipulação para assustar pessoas mais simples, inocentes.
Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual