Quase 30 anos depois da chegada da revolução neoliberal de Margaret Thatcher, os resultados, ao menos em termos de produtividade, não podem ser mais desalentadores. Um dos objetivos de sua aplicação, o leitmotiv que justificou e explicou tanto o plano econômico como o ideológico da implantação de uma crescente desregulação econômica e um decrescente papel do Estado, era a melhora na produtividade. Pois bem. Décadas depois, os resultados são completamente opostos ao esperado.
Por Ramiro Feijoo
O desafio colocado em 2017 no Brasil não é de símbolos ou palavras de ordem, apenas, mas a esquerda precisa mostrar para a sociedade quais as saídas que poderão ser adotadas para a grave crise. É preciso enfrentar com clareza o novo momento, e levar em consideração que o atual estágio da economia não permitiria mais um Governo de consenso. Como diria o poeta: Nada será como antes, amanhã!
Por Camilo Feitosa Daniel
Um grupo de empresários e celebridades lançou, nesta sexta-feira (6), um fundo coletivo voltado para o financiamento de atividades políticas. A ideia é conceder bolsas entre R$ 5 mil e R$ 8 mil para candidatos que queiram tentar uma vaga no Legislativo no ano que vem.
Um grupo de empresários devem anunciar na próxima semana a criação de um "fundo cívico", com o objetivo de arrecadar recursos e eleger, nas próximas eleições, cerca de 70 a 100 deputados federais que defendam as ideais neoliberais.
As eleições de domingo (24) na Alemanha pretendem reforçar o projecto anti-social do eixo franco-alemão, que se agravou na Alemanha, por ação de governos da CDU/CSU com os liberais do FDP ou os sociais-democratas do SPD, com as leis Wartz, iniciadas em 2005, e que está agora a ser testado em França com o pacote Macron.
Por Antònio Abreu, do AbrilAbril
Interrompido pela vitória de Lula em 2002, o neoliberalismo no Brasil sofreu renhida resistência da classe trabalhadora. O breve governo Collor (1990-1992) tentou introduzi-lo no país. Mas sem bases política e social e enredado nos velhos e tradicionais esquemas antirrepublicanos das elites políticas e econômicas nacionais foi dragado por uma crise que lhe consumiu até ser afastado da Presidência da República por um impeachment, o que o impediu de levar a cabo o projeto para o qual foi eleito.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) defendeu a retomada dos investimentos públicos como um dos instrumentos para que o Brasil supere a crise e volte a crescer. Para ele, não há desenvolvimento apenas com iniciativa privada. O pedetista considera que não há desenvolvimento exclusivamente pelo expontaneísmo do mercado, como prega o neoliberalismo, um "paradigma econômico mofado", imposto ao país por Temer e os demais golpistas.
No Brasil, um processo de desmonte dos Correios segue na velocidade das encomendas expressas. Esse sucateamento dos serviços postais, ao qual todos estamos expostos, visa provavelmente tentar a privatização de uma das maiores e mais eficazes empresas públicas brasileiras e transferir uma atividade lucrativa, sigilosa e estratégica para as mãos do mercado.
Por Igor Venceslau*, em Outras Palavras
A ascensão da equipe atual dos sonhos do mercado financeiro fez concentrar o problema da inflação no comportamento quase exclusivo do déficit e da dívida pública.
Por Marcio Pochmann*, na Rede Brasil Atual
O fato agora claro de que a direita não tenha candidato não é um fato de marketing, mas um fato político.
Por Emir Sader*, no Brasil 247
No último Encontro Nacional dos Estudantes de Economia (ENECO) a palavra de ordem foi “desconstrução”, conceito apropriado da filosofia, que reverbera não apenas nos ambientes universitários, mas também nas periferias e nas escolas.
Por Ana Paula Guidolin, Carolina Michelman e Pedro Rossi
Em toda a história republicana o Brasil nunca viveu uma crise semelhante à atual, caracterizada pelo maior e mais profundo divórcio entre o governo federal e o conjunto da nação.
Por José Carlos Ruy*