Nesta sexta-feira (11) diversas entidades do movimento sindical, estudantil e juvenil sairão às ruas promovendo uma série de manifestações e paralisações, denunciando o pacote do Governo Temer, que retira conquistas sociais históricas e precariza áreas estratégicas, como a saúde e educação. A proposta é intensificar a adesão popular para uma futura greve geral.
Estudantes da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outros cursos da área de saúde, como Enfermagem e Psicologia, dessas e de outras instituições, inclusive particulares, saíram em passeata no final da tarde desta seguinda-feira (7), na capital paulista, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que tramita no Senado como PEC 55 e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ex-membro do extinto Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Venício Artur de Lima recomenda, para se entender o que está acontecendo com a empresa, a análise da Medida Provisória 744/2016, que desconstrói seus fundamentos, e um parecer técnico da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, que aponta as várias inconstitucionalidades e arbitrariedades da MP e, por extensão, do governo Michel Temer.
Apesar do Ministro da Educação do governo Temer, Mendonça Filho (DEM,-PE) afirmar que irá multar entidades dos movimentos sociais por influenciar as ocupações que lutam contra a Reforma do Ensino Médio e a PEC 55, os estudantes não se intimidam e ocupam cada vez mais universidades. Nesta quarta-feira, segundo informações da União Nacional dos Estudantes (UNE), já são 171 instituições de Ensino superior ocupadas.
Contra a PEC 241, que agora tramita agora no Senado como 55, estudantes ocupam 168 universidades, em todas as regiões do país, na ação que já é a maior organização estudantil da história do Brasileira. O movimento luta contra o conteúdo nocivo da proposta encaminhada pelo governo Temer, que, caso aprovada, proporcionará o congelamento do investimento em educação nos próximos 20 anos.
Por Laís Gouveia
“O orçamento público passa o máximo possível ao controle do Executivo. Os gastos sociais são diminuídos até onde não puder mais, e as receitas públicas tiradas, sobretudo, dos impostos que pesem mais sobre quem ganhe menos”.
Por Cláudio Ferreira Lima*
A Universidade de Brasilia (UNB), centro de resistência estudantil durante o período da Ditadura Militar, aderiu a mobilização nacional contra a PEC 241, que agora tramita no Senado como 55 e, após assembleia ocorrida nesta segunda-feira (1), a proposta da imediata ocupação da reitoria foi aclamada pelos 300 estudantes.
Rafael Freire, secretário de Política Econômica e Desenvolvimento Sustentável da CSA – Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas, fala sobre a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo.
Os estudantes brasileiros transformaram-se no símbolo de resistência contra a PEC 241 e a Reforma do Ensino Médio. Apesar da grande mídia maquiar o conteúdo das propostas e dar um destaque mínimo ao movimento de ocupação – muitas vezes criminalizando e reduzindo as ações – , já são 1.210 escolas e universidades tomadas contra o extermínio dos investimentos na educação pública propostos pelo governo Temer.
Por Laís Gouveia
Os estudantes da Escola Estadual Sílvio Xavier, localizada na Zona Norte da capital paulista, foram vítimas nesta segunda-feira (24) à noite da truculência rotineira da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Os movimentos sociais e sindicais têm três desafios pela frente, em curto e médio prazos: 1) promover formação política, 2) melhorar sua comunicação institucional e interpessoal, e 3) ter sempre alternativa ao que critica ou se opõe.
Por Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do Diap)*
Estudantes universitários, secundaristas, professores e entidades dos movimentos sociais, somam forças nesta segunda-feira (24) promovendo o Dia Nacional em Defesa da Educação, dizendo não à PEC 241 e a Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio, medidas encaminhadas pelo governo Temer para conter investimentos e precarizar a educação pública nas próximas décadas.
Por Laís Gouveia