A Doutrina do Choque, publicado em 2007, marcou uma geração ao apresentar como, ao contrário do que se afirmava, a implementação do neoliberalismo tinha poucas relações com o avanço da democracia liberal pelo mundo. A jornalista canadense Naomi Klein, autora da obra, afirmava: as visões da Escola de Chicago foram primeiramente postas em prática em regimes autoritários, justamente porque contrariam as necessidades da maior parte da população.
O neoliberalismo aumenta a desigualdade e não gera crescimento. A avaliação – feita há anos por economistas à esquerda – agora parte até mesmo do Fundo Monetário Internacional. Em estudo publicado esta semana, economistas da instituição fazem uma autocrítica e apontam equívocos nas políticas neoliberais, prescritas pelo próprio FMI. O mea-culpa acontece justamente quando as forças atrasadas à frente do golpe no Brasil propõem uma restauração dessa doutrina.
Para milhares de jovens o sonho do acesso ao ensino superior acabou nesta segunda-feira (23). Após anunciar cortes no Bolsa Família e no Minha Casa, Minha Vida, o governo interino de Michel Temer (PMDB) mandou suspender outras iniciativas sociais das gestões Lula e Dilma: os programas de incentivo à educação e à profissionalização, como Pronatec, ProUni e Fies, que não devem abrir novas vagas este ano.
O movimento contrário ao golpe de estado que afastou temporariamente a presidenta Dilma da presidência, vem ganhando cada vez mais força e adesão popular. Durante a semana, diversas manifestações e debates irão ocorrer, denunciando um governo do PMDB não representativo, eleito de forma indireta, e as consequências nocivas da sua política neoliberal para um longo período de retrocesso nos avanços e conquistas sociais.
A União da Juventude Socialista (UJS), entidade que possui histórico diretamente ligado à luta por conquistas para a juventude e por um Brasil mais justo e desenvolvido, chega ao seu 18º Congresso Nacional, que ocorrerá em julho na capital paulista, com o desafio de enfrentar a agenda neoliberal imposta pela direita no país. O presidente da entidade, Renan Alencar, concedeu entrevista ao Portal Vermelho e explica quais são as atuais demandas da juventude em um cenário de crise.
Por Laís Gouveia
Em seminário na USP, professora de Coimbra diz que crise brasileira é semelhante à que ocorreu em Portugal. Para professor da ECA, “não regulamentação” dos meios teve papel importante no processo. A mídia tem o papel de domesticar população em nova fase do neoliberalismo mundial.
Os pensadores franceses Christian Laval e Pierre Dardot lançaram, recentemente, na França – e a Boitempo traduziu no Brasil –, o livro A Nova Razão do Mundo: Ensaios sobre a Sociedade Neoliberal, que traz uma instigante história crítica do neoliberalismo. O Vermelho publica na íntegra o prefácio assinado pelos dois intelectuais à edição brasileira.
Morador da favela do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o universitário Ronaldo Marinho, de 21 anos, estuda administração de empresas, fala três línguas, e sonha alto. Quer morar no Canadá, país onde já estudou com uma bolsa em 2013, ajudar sua família, e depois voltar para “fazer uma revolução” no morro.
"Uma Ponte Para o Futuro’, o eventual Plano de Reconstrução Nacional apresentado pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), para assumir o Palácio do Planalto, caso se consolide o golpe institucional do impeachment da ex-guerrilheira da VAR-Palmares Dilma Vana Rousseff Linhares, é ultraliberal, concentracionista e com conteúdo neoliberal.
Por Renato Dias*, especial para o Vermelho
O golpe é o cavalo de tróia para a implantação definitiva do projeto neoliberal no Brasil. O alerta é do professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) e membro fundador do Fórum 21, que representou a entidade no encontro dos artistas e intelectuais pela democracia com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta (31), no Palácio do Planalto.
O Brasil no olho do furação – da crise econômica mundial a uma disputa encarniçada pelo poder e à quebra do Estado de Direito.
Por Romualdo Pessoa*, em seu blog**
O projeto de lei do Senado 555 é o primeiro ponto de pauta para a sessão do senado desta terça-feira (15). Desde agosto do ano passado como pauta prioritária na Casa, o projeto tem esbarrado na persistência do movimento social que vê na iniciativa a privatização das empresas estatais brasileiras e a redução da capacidade do país continuar investindo em desenvolvimento.
Por Railídia Carvalho