Na primeira tentativa do governo Bolsonaro de jogar papel efetivo no cenário internacional, o Ministério das Relações Exteriores fracassou. A diplomacia brasileira tentou fazer contatos nos últimos dias para sondar a disposição de China, Rússia e Turquia de romper com o regime de Nicolás Maduro e reconhecer o golpista Juan Guaidó como presidente encarregado da Venezuela. Esnobado – o que era previsível –, o Itamaraty desistiu da pretensiosa tentativa de mudar a postura dos três países.
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, fez nesta terça-feira (19/02) um chamado ao Conselho de Segurança da ONU e à comunidade internacional para que rechacem o que classificou de ingerência dos EUA na Venezuela. Durante uma entrevista coletiva à imprensa, o diplomata disse que os EUA pretendem usar a desculpa de uma suposta ajuda humanitária para entrar na Venezuela contra a vontade de Caracas.
O site uruguaio Se Puede fez a “lição de casa” e foi investigar quem é Juan Guaidó, o golpista que tenta usurpar o poder na Venezuela das mãos do presidente legítimo, Nicolás Maduro. O resultado do trabalho é uma devassa sobre a vida pregressa – e altamente condenável – do oposicionista venezuelano. Conforme o artigo, “Guaidó não surgiu do nada, e tampouco é um democrata preocupado pela vida dos venezuelanos”. Leia abaixo, na íntegra, o artigo.
Em entrevista à jornalista da BBC Orla Guerin, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se mostrou disposto a resistir às pressões de várias nações para que convoque eleições e afirmou que os EUA tentam criar "uma crise humanitária para justificar uma intervenção militar" no país.
O governo cubano afirmou nesta quarta-feira (13) que tropas dos Estados Unidos estão se movimentando no território caribenho como parte de um plano para intervir na Venezuela. Segundo o regime, trata-se de uma “aventura militar imperialista disfarçada de intervenção humanitária”. Cuba e Venezuela são aliadas na luta anti-imperialista na América.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, transmite uma sensação de tranquilidade que contrasta com a intensidade que o país viveu nas últimas semanas. Arreaza recebe o El País na última hora da tarde de sexta-feira (8) em uma sala de reuniões do Ministério, onde há um busto de Hugo Chávez, presente do presidente russo, Vladimir Putin.
Mais de 300 militantes dos movimentos sociais marcaram presença, nesta sexta-feira à tarde (9), no Ato em Solidariedade à Venezuela, em frente ao Consulado Geral do país, em São Paulo. A manifestação foi organizada pela Frente Brasil Popular e pelo Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela. Participaram dirigentes da CTB, CUT, Intersindical, Cebrapaz, entre outras organizações dos movimentos sociais, além de representantes de partidos políticos de esquerda (PCdoB, PT, PSOL, PCB e PCO).
A Rússia denunciou, nesta segunda-feira (4), a tentativa de interferência por parte da Europa nos assuntos internos da Venezuela. Nas últimas 24 horas, os países europeus alinhados à Casa Branca reconheceram o golpista Juan Guaidó como “presidente encarregado” da nação sul-americana.
O diário espanhol El País traz hoje (3) longa reportagem sobre a trama dos Estados Unidos, iniciada ainda na era Barack Obama (2009-2017), para derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Segundo o jornal, o apoio do presidente americano, Donald Trump, ao preposto Juan Guaidó, opositor de Maduro e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, é parte de um plano que envolve os novos ‘falcões’ de Washington, os legisladores anticastristas e a mobilização dos exilados.
Em nota divulgada após posse de Nicolás Maduro para seu segundo mandato como presidente da Venezuela, a Unegro afirma que o mandatário venezuelano tem sua legitimidade reconhecida por 67% dos eleitores que votaram na eleição presidencial, em maio de 2018. A entidade saúda o povo da Venezuela por sua capacidade de resistir às ingerências eternas capitaneadas pelo EUA e deseja sucesso à nova gestão, “principalmente nas lutas contra o racismo, o machismo e demais opressões de classe”.
Entre as notícias em destaque no mundo hoje estão a deicsãodo Jair Bolsonaro em não vetar a venda Embraer à Boeing, as mudanças no Itamaraty, a posse de Nicolás Maduro, os impactos nos Estados Unidos devida à insistência de Donald Trump em construir um muro na fronteira com o México e a nova votação sobre o Brexit no parlamento do Reino Unido.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, o vice-presidente nacional do PCdoB e secretário de Relações Internacionais Walter Sorrentino destacou que os "desdobramentos da iniciativa do Grupo de Lima são perigosos e imprevisíveis".