Mais um duro ataque à classe trabalhadora brasileira, em especial às mulheres, foi desferido ontem. A reforma da Previdência é cruel para todos, mas ainda pior para nós.
Por Abigail Pereira*
Nesta quarta-feira (9), a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) participou de uma reunião realizada no Palácio do Planalto com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. A reunião teve como tema a proteção social dos militares.
A reforma da Previdência do governo Bolsonaro será votada na próxima terça-feira (1º) no Senado Federal. Por entender que ela é inconstitucional e perversa para o trabalhador, o senador Paulo Paim (PT-RS) votará contra. Em entrevista exclusiva ao Portal Vermelho, o senador falou sobre sua trajetória e sua rotina no Senado. Paim defende uma ampla unidade para enfrentar o retrocesso do atual governo e para disputar as eleições de 2022.
Por Iram Alfaia
O senador se disse surpreso com a notícia de que o Senado tentará votar a reforma da Previdência em Plenário na quarta-feira (10). Ele citou entrevista do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que disse à imprensa estar buscando um acordo com líderes partidários para, se possível, votar as novas regras de aposentadoria já na quarta-feira.
O governo federal não desistiu do regime de capitalização, que foi retirado da reforma da Previdência durante a análise da proposta na Câmara dos Deputados. Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a equipe econômica está construindo outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tratar do assunto. E essa proposta deve ser encaminhada ao Congresso já nas próximas semanas, antes mesmo de o Senado concluir a aprovação da reforma da Previdência.
Senador do PSL do Rio de Janeiro vai retomar as discussões sobre o regime de capitalização da Previdência durante a tramitação da reforma que muda as regras da aposentadoria brasileira no Senado.
A aprovação da “reforma” da Previdência Social na Câmara dos Deputados deixou importantes sinalizações.
Contrarreforma chega ao Senado. Capitalismo já não aceita lógica da repartição, instituída no século XIX: quer competição sem limites. Mas nas mutações do trabalho surge também espaço para redistribuição muito mais radical.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
A Câmara dos Deputados terminou de votar na noite da quarta-feira (7) as emendas à "reforma" da Previdência. O texto segue para o Senado. Nesta madrugada, os deputados aprovaram o texto-base por 370 votos a 124.
Fazendo referência ao trabalho dos partidos de oposição, ele lembrou que graças a estes parlamentares contrários à proposta, foi possível minimizar os impactos sobre os mais vulneráveis, como alteração em regras sobre pensão e mulheres