A nomeação do deputado federal Fernando Filho (PSB-PE) para o Ministério das Minas e Energia causou desconforto dentro do PSB, cuja direção nacional já havia decidido que não ocuparia cargos na gestão de Michel Temer (PMDB-SP).
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), solicitou, na tarde da última quarta-feira (11), que o PSDB e o DEM entregassem os cargos que ocupavam na administração estadual. O motivo para o distanciamento das siglas é o lançamento das pré-candidaturas do deputado federal Daniel Coelho (PSDB) e da deputada estadual Priscila Krause (DEM) para a disputa à Prefeitura do Recife neste ano. O prefeito Geraldo Julio (PSB) tentará a reeleição.
A Executiva Nacional do PSB decidiu nesta terça-feira (10) que a direção do partido não vai indicar nem chancelar nomes para compor o ministério de um eventual governo de Michel Temer (PMDB). O partido, que orientou sua bancada a votar a favor do impeachment, evita, assim, se associar a um governo ilegítimo que terá ajudado a chegar ao poder.
Líderanças do movimento de juventude do PSB enviaram carta aos militantes do partido, na qual criticam as posições tomadas pela sigla desde 2014. Entre elas, o apoio ao tucano Aécio Neves na eleição daquele ano, os votos favoráveis à redução da maioridade penal, a filiação de políticos da antiga Arena e PFL e o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O ex-deputado federal Haroldo Lima gravou vídeo com mensagem aos parlamentares, lembrando a trajetória democrática de líderes de partidos que hoje se colocam ao lado do golpe. "Posso lhes assegurar, não haveria hipótese de os homens que construíram o PMDB e o PSB no passado votarem com a direita e a extrema direita da Câmara, como agora querem que vocês votem. Miguel Arraes deve estar se contorcendo em sua sepultura", disse.
Com a clareza de que não há comprovação de crime de responsabilidade, militantes do PSB entregaram a dirigentes do partidos, na tarde deste sábado (16), uma petição pública com mais de 800 assinaturas da militância da legenda contrária ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Diante do apoio da sigla ao golpe, um grupo de sindicalistas também anunciou que está deixando a legenda.
A Frente Brasil Popular de Pernambuco, publicou, neste sábado (16), uma carta aberta ao governador Paulo Câmara (PSB), na qual apela para que ele oriente os deputados e o partido que lidera para que defendam a democracia e votem contra o impeachment.
A militância do PSB se revoltou com a posição oficializada pelo partido nesta semana em defesa do impeachment da presidente Dilma Rosuseff. Nota publicada na página "Militância Do PSB Contra O Golpe" no Facebook critica o posicionamento e diz que o processo de afastamento é "um GOLPE de estado transvestido de impeachment".
Apesar da direção do PSB ter anunciado que o partido decidiu passar "em definitivo" para as fileiras da oposição, a presidente do PSB na Bahia, senadora Lídice da Mata, afirmou nesta segunda-feira (4) que o o partido "está muito dividido" sobre o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
O ex-presidente do PSB Roberto Amaral anunciou sua desfiliação e carta de despedida aos militantes do partido. “Dirijo-me a vocês pela última vez como militante do partido que tenho o orgulho de haver ajudado a reorganizar-se, e a cuja construção dediquei três décadas da minha vida”, afirma.
Roberto Amaral, fundador e ex-presidente do PSB, considera "natural" o anúncio feito pela deputada federal Luiza Erundina (SP) nesta quarta-feira (9), de que está deixando a legenda e informa que também deixará o partido. "É um processo que já vem de longo prazo. Saiu o Glauber Braga, e agora a Erundina", afirmou. Erundina alega "divergência ideológica".
Durante ato “Paraíba Pela Democracia”, realizado no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, líderes partidários, artistas, representantes de movimentos sociais e sindicais fizeram um belo momento de integração e mobilização para a passeata contra o golpe que acontece nesta quarta-feira (16), em todo o país. O recado do povo paraibano foi claro: “Aqui os golpistas não passarão!”.