O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, descartou, nesta nesta quinta-feira (29) a possibilidade de o Brasil passar por um apagão, como aconteceu em 2001, durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Segundo Braga, “o risco de racionamento de energia elétrica no Brasil [hoje] é zero”, mesmo na Região Nordeste, mais castigada pela seca.
O desperdício, a poluição e falta de planejamento provocaram a crise de abastecimento de água que atinge a Região Sudeste, e é preciso ações “duras” do Poder Público e políticas de longo prazo para resolver o problema e evitar que volte a acontecer.
Ao contrário do que governos, imprensa e até organizações ambientalistas afirmam, não existe nenhuma crise hídrica no Brasil. Classificar o que está acontecendo com os recursos hídricos nos maiores estados do país como “crise” é reduzir e limitar a real compreensão dos fatos. Crises são acontecimentos abruptos e momentâneos. Um momento difícil na existência, quando enfrentamos – na maioria das vezes – situações quase sempre alheias a nossa vontade.
Por Dener Giovanini*
Os movimentos sociais estão se preparando para sair às ruas contra a falta de água. O primeiro grande ato está marcado para o dia 20 de março (ainda sem horário e local definidos) quando se promoverá o Tribunal Popular da Água, que julgará a responsabilidade do governador.
Por Mauro Donato*, no Brasil de Fato
O sonho presidencial de Geraldo Alckmin pode ir para o ralo. Até a Sabesp trabalha com a hipótese de um “rodízio drástico”, com cinco dias sem água e dois dias com este líquido cada vez mais escasso em São Paulo. A gritaria contra a falta de planejamento e de investimentos neste setor já contagia até os eleitores arrependidos do governador tucano.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que a Sabesp está avaliando e monitorando permanentemente a situação hídrica do estado e que não há, até o momento, nenhuma decisão acertada sobre a possibilidade de rodízio para economizar água. Alckmin foi recebido, nesta sexta (30), pela presidenta Dilma Rousseff para detalhar as medidas de enfrentamento à crise hídrica.
Está no Tribunal Regional Federal da 3ª Região a mais contundente acusação ao governo Geraldo Alckmin pelo descaso com que conduziu a questão da água de São Paulo. Trata-se da Ação Civil Pública Ambiental, com pedido de tutela antecipada (isto é, de permitir decisões antes do julgamento final) proposta pelo Ministério Público Federal de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual.
Por Luis Nassif*, no Jornal GGN
A indústria paulista já esperava uma crise de água para o ano de 2015, mas não com a intensidade que está ocorrendo, de acordo com o diretor titular do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis.
Estamos em meio à maior crise de segurança hídrica da história do país e milhões de brasileiros estão sem água. A culpa não é de São Pedro. A variabilidade climática é um fator conhecido e existem recursos técnicos para a prevenção e mitigação desses eventos críticos. Como chegamos a este ponto?
Por Marco Mendonça*
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) interrompeu nesta quarta-feira (19), às 8 horas, o fornecimento de água na cidade do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. A paralisação, que afeta alguns bairros da capital fluminense, tem por objetivo a manutenção preventiva da Estação de Tratamento de Água do Rio Guandu e interligação da primeira etapa da nova adutora, que integra o projeto de aumento de oferta de água para Barra da Tijuca e Jacarepaguá.
A presidenta Dilma Rousseff reuniu-se nesta segunda-feira (10) com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para buscar uma saída para a crise hídrica em São Paulo. Após a reunião, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que o governo federal está muito preocupado com a situação dos paulistas e, por isso, está disposto a resolver a questão.
A presidenta Dilma Rousseff reuniu-se nesta segunda-feira (10) com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) para buscar uma saída para a crise hídrica em São Paulo. Após a reunião, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que o governo federal está muito preocupado com a situação dos paulistas, e por isso, está disposto a resolver a questão.