Instituto Trata Brasil projeta alta de quase 60% na demanda de água e alerta para o risco de colapso hídrico nacional; São Paulo já enfrenta pior escassez em uma década.
Sindicato alerta que lógica privada reduz capacidade de resposta e já penaliza as populações mais pobres
Porém, depois de chuvas, Franca suspendeu intermitência da oferta
Para o engenheiro da Eletronorte e diretor do Sindicato dos Urbanitários no DF Ikaro Chaves, além da eminência de um apagão em 2021, país sofrerá em 2022 com efeito da falta de investimentos em hidrelétricas.
Pedro Luiz Côrtes diz que as medidas já deviam ter sido tomadas antes e que o governo teme o termo “racionamento” devido ao período eleitoral.
Na opinião do mercado, embora o País enfrente a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, tudo se agrava com a negligência bolsonarista
É a primeira vez, nas últimas duas décadas, em que os níveis de reservatórios ficam abaixo do verificado durante o apagão de 20 anos atrás
Crise energética provocaria, no mínimo, apagões nos meses de setembro e outubro, turvando as perspectivas de recuperação da economia
Privatizar um setor, significa entregá-lo à lógica do lucro que busca retorno rápido, de curto prazo.
Fortaleza e Região Metropolitana (RMF) devem iniciar ações de racionamento de água a partir do dia 20 de julho. Entre as medidas para a redução de consumo, está a diminuição da pressão da água enviada aos bairros da Capital, o que irá gerar abastecimento em dias alternados. A expectativa é de que haja uma economia de 20% de água.
As chuvas voltaram a elevar o nível do Sistema Cantareira, que passou nesta segunda (28) de 28,3% para 28,6% de sua capacidade. No entanto, não foram ainda suficientes para fazer o sistema deixar o volume morto, reserva técnica que fica abaixo das comportas dos reservatórios.
Segundo episódio da web-série Volume Vivo expõe as possíveis consequências de uma gestão de recursos hídricos que tem como lógica buscar água cada vez mais longe ao mesmo tempo que negligencia as fontes de água próximas.