Após o êxito da Greve Geral de 14 de junho, as centrais sindicais reafirmaram a unidade do movimento para enfrentar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. Em nota divulgada nesta terça-feira (25), as entidades se posicionaram contra o relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) e anunciaram uma nova jornada de lutas: o Dia Nacional de Mobilização, em 12 de julho, “com atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais de trabalho”.
Por André Cintra
O governo do capitão vive espalhando aos quatro ventos que sua proposta de reforma previdenciária veio para acabar com os privilégios existentes em nosso País. E para tanto a PEC 06 distribuía maldades para dificultar o acesso aos benefícios no interior do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Só que para essa turma liderada pelo superministro Paulo Guedes, os verdadeiros privilegiados seriam aqueles que recebem alguma aposentadoria ou pensão do INSS.
*Paulo Kliass
Por avaliarem que vários pontos do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da previdência, são extremamente prejudiciais aos trabalhadores, os partidos de oposição junto com as centrais sindicais marcaram posição contra o texto e ainda vão trabalhar pelo adiamento da votação para o segundo semestre.
Por Iram Alfaia
A base do governo Bolsonaro diz que já há placar positivo para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara, mas temem levar a proposta à votação antes do recesso parlamentar. Para aprovar uma emenda constitucional, são necessários 308 votos – e os governistas falam no apoio de 325 a 335 parlamentares. Essa folga dependeria, dizem, de ajustes no texto que os líderes partidários pediram ao relator Samuel Moreira (PSDB-SP) e da prometida liberação de R$ 40 milhões para cada deputado favorável.
Em seis meses na Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) coleciona derrotas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. As medidas econômicas de seu governo até tramitam no Legislativo, apesar das dificuldades na relação do Planalto com o Congresso. Em compensação, deputados e senadores têm resistido à pauta mais identificada com o discurso de campanha de Bolsonaro. Até o momento, todos os projetos dessa “agenda genuinamente bolsonarista” foram esnobados.
Estas, em síntese, são as regras previstas para os servidores públicos no substitutivo à PEC 6/19, que poderão ser modificadas pelo relator no período anterior à votação, por emendas durante a votação da matéria na comissão especial e por votação em plenário.
Por Antônio Augusto de Queiroz*
Poucos meses depois de o presidente russo, Vladimir Putin, fechar seu quarto mandato, a Rússia sediou a Copa do Mundo. Era junho de 2018 e todos os olhos estavam voltados para o país. A competição terminou sem problemas – e fãs e equipes elogiaram seus anfitriões russos pela boa organização do evento.
Um dos motivos da baixa qualidade do debate público no Brasil é a quase absoluta invisibilização da experiência vivida da classe trabalhadora. Ela é a maioria esmagadora da população. Mas quase não está nos jornais, na TV, nos canais de sucesso do Youtube. Para onde quer que olhemos, só vemos ricos ou a classe média com profissões de nível superior.
Por Luis Felipe Miguel, no GGN
Por Sérgio Rubens, da Hora do Povo
Foi uma sexta-feira (14) que começou de forma atípica, com trabalhadores em todo país de braços cruzados diante do desmonte público do Estado brasileiro promovido pelo governo de Jair Bolsonaro. De acordo com as centrais sindicais, 45 milhões de pessoas em cerca de 300 cidades e 26 Estados, mais o Distrito Federal, estiveram envolvidas nas manifestações.
Que reformas são necessárias, praticamente todos concordam. Mas que reformas devem ser realizadas? Antes de responder a essa pergunta, devemos compreender qual o real sentido de existência de uma previdência social.
Por Diana Iliescu e Rafaela Elisiário*
Durante primeira fase do debate sobre o relatório da PEC 6/19, parlamentares indicaram vitórias pontuais nas alterações ao texto, mas defenderam que a proposta segue recaindo sobre as costas dos mais pobres. O parecer pode ser votado ainda na próxima semana.
Por Ana Luiza Bitencourt, do PCdoB na Câmara